- A temporada atlântica de 2026 deve ser mais calma que a média, com previsão de entre três e seis furacões entre junho e novembro, versus a média de sete.
- As temporadas no Pacífico central e oriental devem ficar acima da média, principalmente por causa do El Niño, que tende a atrapalhar no Atlântico e favorecer no Pacífico.
- A mudança climática não aumenta o número total de furacões, tufões e ciclones mundialmente, mas eleva a chance de ventos mais fortes e chuvas mais intensas nos que se formam.
- Furacões são tempestades intensas que se formam em águas quentes, com ventos e chuvas fortes, além de que podem provocar elevação do nível do mar por ressaca. Em outras regiões, são chamados de ciclones tropicais ou tufões.
- Embora o número global de ciclones não deva subir, é provável que mais sistemas alcancem categorias três ou acima, com intensificação rápida e impactos maiores.
A temporada de furacões no Atlântico em 2026 deve ser mais calma do que a média, segundo a NOAA. A previsão aponta entre três e seis furacões entre junho e novembro, contra a média histórica de sete.
Já as temporadas no Pacífico central e oriental devem ficar acima da média. O motivo é o reaparecimento do El Niño, que tende a reduzir a atividade no Atlântico, mas a favorecer tempestades no Pacífico.
A mudança climática não aumenta o número total de furacões no mundo, mas pode intensificar os impactos. Temperaturas mais altas elevam o potential de ventos fortes e de chuvas contidas, elevando riscos quando ocorre um episódio extremo.
Furacões são sistemas de baixa pressão que se formam sobre águas quentes. O calor do oceano e o padrão de rotação da Terra favorecem a intensificação, com ventos que excedem 111 milhas por hora em tempestades de categoria 3 ou mais.
A explicação sobre o processo envolve distúrbios atmosféricos, como ondas tropicais, e a necessidade de água de superfície acima de 27°C para fornecer energia suficiente. Pequenas variações já podem gerar impactos significativos.
Globalmente, a frequência de ciclones tropicais não tem mostrado aumento consistente nas últimas décadas, e pode ter diminuído. Contudo, cresce a parcela de tempestades que atingem categorias altas e a intensidade média de chuvas associadas.
Estudos indicam que a intensificação rápida de ventos e chuvas tem ocorrido com mais frequência na região atlântica, além de quedas na velocidade de deslocamento de sistemas, o que aumenta a duração de chuvas locais.
A elevação do nível do mar, aliada ao aquecimento das águas, agrava inundações costeiras durante os furacões. Eventos históricos, como Katrina, mostram que inundações podem ser ainda maiores em condições de aquecimento.
Segundo o IPCC, há alta confiança de que o aquecimento humano eleva a probabilidade de maior volume de precipitação associada a ciclones, e confiança média no aumento da intensidade.
Para o futuro, a probabilidade de mais tempestades de alta intensidade não é vista como maior, mas o IPCC aponta que a combinação de mais chuva e ventos fortes é muito provável com o aquecimento global, elevando o uso de categorias 4 e 5.
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