- Lula não participou da Marcha Para Jesus em São Paulo, afirmando não conciliar eventos religiosos com período de eleição e ligando para o organizador Estevam Hernandes.
- A conversa foi intermediada pela advogada-geral da União, Jorge Messias, único representante do governo no evento.
- Messias criticou a postura de Flávio Bolsonaro no evento e disse que Lula pediu para levar o seu amor e respeito ao povo evangélico, sem fazer comício.
- Flávio Bolsonaro participou do evento acompanhado de aliados, como o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes, e comentou sobre uma “guerra espiritual” no país.
- Messias disse que aguarda a posição de Lula e mencionou possível nova indicação ao Supremo Tribunal Federal; Lula ainda não se pronunciou sobre encaminhar novamente o nome ao Senado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu à Marcha Para Jesus, em São Paulo, com justificativa de não participar de eventos religiosos durante o período eleitoral. Em vez disso, Lula confirmou por telefone a decisão ao apóstolo Estevam Hernandes, organizador do evento. A conversa foi mediada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que atua como representante do governo em articulacões com o grupo evangélico.
Segundo a agenda administrativa, este é o segundo ano seguido em que Lula não participa da marcha. A mediação de Messias ocorreu em meio a críticas internas de apoio entre setores cristãos, com o objetivo de evitar uso político do evento. Messias reforçou a posição de que Lula não busca se beneficiar politicamente de ações religiosas.
Participação de aliados e desdobramentos
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve no evento acompanhado de apoiadores, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito Ricardo Nunes. Ao lado de eles, houve orações e declarações sobre intenções políticas, com participação de pré-candidatos ao Senado, Guilherme Derrite e André do Prado. A presença do grupo gerou debate sobre neutralidade em períodos eleitorais.
O AGU permaneceu como único representante do governo no local, atuando de forma separada em relação aos demais participantes. À imprensa, Messias comentou que a sua atuação busca manter a posição do governo sem associar o governo a ações de natureza eleitoral.
Perspectivas futuras e posicionamentos
Messias sinalizou que pode haver nova indicação ao STF, deixando a decisão nas mãos de Deus. Em resposta a perguntas sobre eventual candidatura, ele manteve o foco no processo institucional e na avaliação do momento. Lula indicou recentemente a possibilidade de reenviar o nome ao Senado, mantendo-se atento aos desdobramentos.
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