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Juíza ordena defensor reconheça que mulheres votam com inteligência e critério

Julgamento em Bogotá obriga Abelardo de la Espriella a retratar-se por comentários sobre voto feminino, reconhecendo a inteligência das mulheres

Abelardo de la Espriella en Bogotá, Colombia, el miércoles 6 de mayo.
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  • Uma juíza de Bogotá ordenou que Abelardo de la Espriella peça desculpas publicamente, em até quarenta e oito horas, pelas declarações sobre o voto feminino feitas no programa Piso 8.
  • A decisão foi tomada após ação de tutela e sustenta que ele violou direitos à igualdade, à dignidade, à não discriminação e à participação política em condições de dignidade.
  • A sentença exige que ele reconheça, em declaração pública, a importância da participação das mulheres no processo democrático e que o voto feminino decorre de inteligência, discernimento e opinião.
  • O caso envolve a jornalista Laura Rodríguez, que se sentiu vulnerada, com o episódio viralizado; De la Espriella já pediu desculpas nas redes sociais, alegando tom humorístico.
  • O candidato, líder na primeira rodada, afirmou que não concorda com o fallo, mas disse que acata a decisão; ele tem enfrentado críticas por comentários misóginos durante a campanha.

Um juiz de Bogotá ordenou que Abelardo de la Espriella reconheça que as mulheres votam com inteligência e critério. A decisão envolve o candidato colombiano às eleições presidenciais, que deverá se retratar por declarações sobre o voto feminino feitas no canal Piso 8.

Segundo a tutela, a fala reproduziu estereótipos de gênero que minimizam a participação política feminina. O tribunal determinou que ele faça uma declaração pública à população, reconhecendo a importância da participação das mulheres no processo democrático e que seus critérios de voto refletem inteligência, discernimento e opinião.

A ação foi ajuizada após um trecho da transmissão em que De la Espriella pediu a Laura Rodríguez, jornalista no painel, que visse uma foto em um celular e insinuou que havia votos motivados por atração física. A jornalista relatou sentir-se vulnerável e acosada.

O juiz Xinia Navarro considerou que, mesmo com tom humorístico, houve violação dos direitos à igualdade, dignidade e participação política em condições de dignidade. A decisão estipula que a retratação seja veiculada de forma pública e explícita.

De la Espriella afirmou, em entrevista à revista Semana, que não concorda com o veredito, mas que o acatará. Ele manteve as desculpas já apresentadas nas redes sociais, sem ampliar o discurso sobre o voto feminino. A defesa já pode recorrer da decisão, conforme o foro correspondente.

O caso ocorre em meio ao contexto das eleições presidenciais de 2026, nas quais o candidato de ultradireita conquistou expressiva votação na primeira rodada. Críticas anteriores destacaram posicionamentos do candidato sobre aborto e adoção por casais do mesmo sexo.

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