- A aprovação de Milei é de cerca de 40%, quatro pontos acima de abril, segundo a LatAm Pulse, pesquisa da AtlasIntel para Bloomberg News.
- A desaprovação ficou em 58%, quase cinco pontos abaixo do registrado há um mês, com a inflação de abril desacelerando pela primeira vez em quase um ano.
- A parcela que apontou o aumento de preços como uma das suas maiores preocupações caiu de 36% para 31%; corrupção e desemprego continuam no topo.
- Milei aparece em quinto na percepção de popularidade, atrás de Myriam Bregman, Axel Kicillof, Cristina Kirchner e Patricia Bullrich.
- O FMI (Fundo Monetário Internacional) aprovou desembolso de US$ 1 bilhão, elevando as reservas; no governo, Adorni enfrenta investigação e há atritos internos entre aliados.
O presidente argentino Javier Milei viu sua aprovação subir para cerca de 40%, quatro pontos acima de abril, segundo a LatAm Pulse, pesquisa encomendada pela AtlasIntel para a Bloomberg News. A desaprovação caiu quase 5 pontos, para 58%.
A melhora ocorre com a inflação mensal desacelerando em abril, pela primeira vez em quase um ano, o que influenciou a percepção do público sobre o governo. A parcela que cita o aumento de preços como principal preocupação caiu de 36% para 31%.
Milei permanece entre os cinco políticos mais populares da Argentina, atrás de Myriam Bregman, Axel Kicillof, Cristina Kirchner e Patricia Bullrich, em avaliação de imagem. Mauricio Macri registra queda nas avaliações positivas e aumenta a negativa, alimentando dúvidas sobre eventual candidatura em 2027.
Economia e FMI
Nesta semana, o FMI aprovou o desembolso de US$ 1 bilhão para a Argentina, elevando as reservas do banco central ao maior nível desde 2019. Em março, a atividade econômica superou expectativas após uma queda acentuada anterior.
Apesar do cenário operacional favorável, Milei enfrenta desafios. O chefe de gabinete, Manuel Adorni, permanece sob investigação judicial por supostas irregularidades. Além disso, aliados de Santiago Caputo e da irmã do presidente, Karina Milei, trocaram ataques nas redes sociais, sinalizando tensões internas.
As informações são da Bloomberg News, com base no levantamento publicado pela AtlasIntel.
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