- Eduardo Fischer ainda não assinou contrato com o PL devido a dívidas e bloqueios de empresas, incluindo a Fischer América.
- Os bens e contas dele estão sujeitos a ações trabalhistas movidas por mais de cem ex-funcionários que não receberam salários em 2018, quando ele enfrentou problemas financeiros.
- A dívida de todo o grupo de Fischer supera R$ 100 milhões, envolvendo bancos, fornecedores, ex-funcionários e sociedades de mídia.
- Fischer deverá atuar como consultor criativo e estratégico, com Alexandre Oltramari como marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro; o PL afirma que os pagamentos ainda não foram definidos.
- O episódio ocorre após divergências internas na pré-campanha e após o afastamento de Fischer, com Oltramari confirmado pela direção do PL.
Eduardo Fischer, publicitário de longa atuação no mercado, ainda não firmou contrato com o PL. A sigla anunciou Fischer como um dos marqueteiros da campanha de Flávio Bolsonaro, porém ele permanece sem acordo formal. O motivo envolve a situação financeira e jurídica do grupo ligado ao profissional.
Todas as empresas associadas a Fischer, incluindo a Fischer América, encontram-se bloqueadas, canceladas ou inabilitadas. Bens e contas estão indisponíveis por ações trabalhistas movidas por mais de cem ex-funcionários que não receberam salários desde 2018, quando o publicitário enfrentou dificuldades financeiras.
As ações, movidas de forma individual e coletiva, ainda tramitam na Justiça. Grupos de ex-funcionários em canais como o WhatsApp relatam atrasos e dificuldades para chegar a acordos. Fischer ainda não recebeu remuneração pela atuação na pré-campanha, e a forma de pagamentos futuros não foi detalhada.
Situação com o PL e mudanças na equipe
Interlocutores afirmam que Fischer atuará como consultor, mas o contrato definitivo ainda não ocorreu. A pré-campanha já confirmou que Alexandre Oltramari será o marqueteiro principal, com Fischer atuando de forma estratégica. O PL mantém a relação com o publicitário apenas em estágio inicial.
A prestação de contas da campanha deve incluir, ainda, despesas associadas ao trabalho de Fischer. A imprensa revelou que o publicitário vive atualmente em uma vila de alto padrão no Uruguai. A dívida total envolvendo bancos, fornecedores, ex-empregados e empresas do grupo ultrapassa 100 milhões de reais.
Contexto histórico e impactos
Fontes do mercado lembram que a Fischer América deixou de operar de forma marcada por controvérsias desde 2017, com queda de relevância durante o governo Temer e encerramento das atividades em 2018. O desenlace envolveu disputas entre Fischer e Roberto Justus, sócio fundador.
No passado, Fischer assinou campanhas de peso, incluindo a lembrada publicidade da Brahma intitulada nº 1. A vida política do publicitário ganhou notoriedade ao apoiar a campanha de Alvaro Dias, em 2018, que não teve sucesso nas urnas.
Processo e desdobramentos
Segundo apuração do UOL, o presidente do PL delegou poder de decisão sobre contratações da pré-campanha a Rogério Marinho, sem informar detalhes ao registro da sigla. Valdemar Costa Neto não comentou o tema. Marinho confirma a contratação de Oltramari e mantém Fischer como consultor.
Advogados afirmam que disputas trabalhistas envolvendo Fischer dizem respeito apenas às partes envolvidas. Mesmo com a divulgação dos processos, interlocutores da pré-campanha minimizam o impacto na estratégia da aliança.
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