- Carol Vorderman pediu publicamente desculpas do candidato da Reform UK, Rob Kenyon, por comentários considerados desrespeitosos feitos nas redes sociais.
- Ela descreveu Kenyon como misógino e “homem covarde” após publicações ofensivas que foram apagadas, incluindo a própria conta dele.
- Danny Kruger, que entrou para a Reform em set/2023, disse que as postagens foram inadequadas, mas não justificaram a exclusão de Kenyon como candidato à byelection de Makerfield. Kruger afirmou que eram conversas privadas na época.
- Angela Rayner, do Labour, criticou os comentários, dizendo que refletem algo sobre o apoio da Reform a esse tipo de abuso público contra mulheres.
- A Reform informou que as opiniões em posts anteriores eram de Rob Kenyon antes de entrar na política, enfatizando que aborto é questão de consciência e que ele não é político profissional, enquanto a prefeitura de Wigan e a Reform foram procuradas para comentar.
Carol Vorderman pediu desculpas do candidato do Reform UK na eleição suplementar de Makerfield, após comentários considerados ofensivos publicados por ele nas redes sociais no passado. Ela definiu Robert Kenyon, apoiado pelo Reform para enfrentar Andy Burnham na votação do próximo mês, como um homem covarde e misógino.
A apresentadora do programa Countdown afirmou ao Daily Mirror que quer um pedido de desculpas dirigido a ela e a outras pessoas que foram alvo de abusos online. As postagens de Kenyon, já apagadas, teriam motivado a cobrança pública de responsabilidade.
O Reform, em defesa de Kenyon, indicou que os textos foram feitos antes de ele entrar na política e que o tema é uma questão de opinião pessoal, não de atuação como político. Danny Kruger, que ingressou ao Reform em setembro passado, disse que as manifestações eram inadequadas, mas não justificáveis para afastar Kenyon da candidatura.
Reações e desdobramentos
Vorderman afirmou que afirmar que Kenyon é um homem comum desvaloriza a gravidade dos ataques, especialmente por terem ocorrido em plataformas públicas. Ela descreveu a gravidade dos abusos e destacou a deletação de parte das contas envolvidas.
Angela Rayner, do Labour, criticou as atitudes associadas ao Reform, ressaltando que o episódio revela problemas no partido em relação ao tratamento de violência contra mulheres. Ela destacou a importância de responsabilizar quem faz esse tipo de comentário.
Investigações adicionais foram divulgadas por veículos como a I Paper, que localizou mensagens de Kenyon em um fórum de rugby em 2019 com ataques a mulheres que abortam e a alusões pejorativas sobre funções femininas. Outro relatório, do Independent, apontou novos comentários sobre mulheres em televisão e apostas pessoais de que seria sexista, com uma admissão pública.
Um porta-voz do Reform afirmou que as declarações anteriores foram feitas antes de Kenyon assumir posição política e reiterou que a opinião pessoal não reflete a atuação pública. A legenda acrescentou que Kenyon não é um político polido, mas que pretende ser uma voz direta para trabalhadores de Makerfield.
O Reform e a prefeitura de Wigan foram contatados para comentários adicionais sobre o caso.
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