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Quem busca barrar filme sobre Bolsonaro no TSE

PT e Prerrogativas acionam o TSE para investigar financiamento de biografia de Bolsonaro, levantando caixa dois e possível vantagem eleitoral nas eleições de 2026

Pedido ocorre após áudios revelarem que Flávio Bolsonaro cobrou dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro para filme. (Foto: Joedson Alves/EFE / arquivo)
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  • Integrantes do PT e do grupo Prerrogativas acionaram o Tribunal Superior Eleitoral para investigar o financiamento da cinebiografia Dark Horse, com o objetivo de impedir o lançamento.
  • A denúncia aponta possível financiamento político paralelo, com áudios em que o senador Flávio Bolsonaro cobraria recursos de Daniel Vorcaro, levantando suspeitas de caixa dois, lavagem de dinheiro e doações indiretas para beneficiar Bolsonaro em 2026.
  • O lançamento previsto para setembro de 2026 é questionado por petistas, que veem o filme como ativo de campanha capaz de influenciar a agenda pública e mobilizar eleitores de forma desigual.
  • A ação cita precedente de 2022, quando o TSE proibiu divulgação de um documentário da Brasil Paralelo próximo ao segundo turno; defensores pedem aplicação da mesma lógica de proteção à igualdade de chances.
  • Foram acionados o TSE, a Polícia Federal, o Banco Central, a Receita Federal e o Coaf para investigar crimes financeiros, fraudes cambiais e mapear a origem de 134 milhões de reais previstos para o orçamento da produção.

Integrantes do PT e do grupo Prerrogativas acionaram nesta terça-feira (19) o Tribunal Superior Eleitoral para investigar o financiamento da cinebiografia Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A ação busca impedir o lançamento, sob a suspeita de uso irregular de recursos para fins eleitorais.

A acusação aponta uma possível engrenagem de financiamento político paralelo, com base em áudios que sugerem cobrança de recursos junto ao banqueiro Daniel Vorcaro. Alega-se que o esquema poderia envolver caixa 2, lavagem de dinheiro e doações empresariais indiretas para beneficiar Bolsonaro na eleição de 2026.

Para os autores, o lançamento programado para setembro de 2026 funciona como ativo de campanha, especialmente por tratar-se de uma produção de grande escala com elenco internacional. Argumenta-se que o filme pode influenciar a agenda pública de forma desproporcional.

Contexto jurídico e institucional

A ação cita decisão de 2022 do TSE, que proibiu a divulgação de um documentário da Brasil Paralelo sobre o atentado a Bolsonaro no segundo turno, sob a justificativa de proteger a igualdade de oportunidades. Agora, busca-se aplicar lógica semelhante para a cinebiografia.

Pedidos e órgãos envolvidos

O pedido envolve ainda PF, Banco Central, Receita Federal e Coaf, para mapear a origem dos recursos estimados em 134 milhões de reais. A intenção é verificar possíveis crimes financeiros e fraudes cambiais envolvendo estruturas empresariais estrangeiras.

Panorama político atual

O governo federal demonstra pretensão de usar o caso na campanha de reeleição de Lula, enquanto parlamentares da base discutem abrir inquéritos envolvendo Flávio e Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. A ideia é apurar financiamento do filme e possíveis articulações internacionais.

Fonte: Gazeta do Povo

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