- O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reconheceu que o senador Rodrigo Pacheco não será candidato ao governo de Minas Gerais neste ano.
- O PT diz que reabre o diálogo em Minas e busca construir uma candidatura com palanque forte, envolvendo o presidente da República.
- Aliados de Pacheco ainda estudam uma reunião com Lula para tratar do assunto, a pedido de Edinho, sujeita à agenda do presidente.
- Em novembro, Pacheco já havia sinalizado a desistência de concorrer ao Executivo mineiro durante conversa com Edinho.
- O distanciamento entre Pacheco e líderes do PT em Minas, após episódios envolvendo o presidente do Senado, ampliou dúvidas sobre a aliança com o PT.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira 19 que o senador Rodrigo Pacheco não será candidato ao governo de Minas Gerais neste ano. A declaração foi dada durante entrevista no podcast Warren Política, da gestora Warren Investimentos. O PT busca uma candidatura forte no estado, com palanque apoiado pelo presidente Lula.
Edinho Silva disse que houve a reabertura de diálogo em Minas e que o partido dialoga com várias lideranças para construir uma alternativa competitiva, mesmo com a desistência de Pacheco. A oposição interna no estado também continua monitorando as próximas etapas do processo.
Entre aliados de Pacheco, ainda há expectativa de uma reunião entre o senador e Lula para tratar do tema, conforme agenda organizada a pedido de Edinho. A reunião dependeria da disponibilidade do presidente.
Historicamente, a candidatura de Pacheco era vista como carta principal do PT em Minas pela boa interlocução com prefeitos de diferentes espectros. O senador tem resistido à empreitada sem uma ampla aliança com partidos de centro, o que motivou a suspensão da sua candidatura.
No mês passado, a possibilidade de Pacheco concorrer já tinha sido colocada em dúvida durante conversa com dirigentes do PT, segundo a imprensa. Houve ainda informações de que o senador poderia cumprir um papel fora da disputa, caso haja uma decisão coletiva interna.
Contexto recente aponta que Pacheco chegou a sinalizar disposição de se afastar da vida pública em 2026, caso não encontrasse espaço propício. Em Minas, a análise sobre alianças e candidaturas segue em aberto, com o PT buscando consolidação de um palanque relevante.
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