- O presidente dos Estados Unidos disse que pode lançar ataques contra a Iran se o país não aceitar as concessões exigidas para um acordo de paz, após afirmar ter estado a uma hora de ordenar um strike.
- Trump afirmou ter cancelado uma nova rodada de ataques que quebrariam o cessar-fogo vigente desde o início do mês.
- Teerã enviou nova proposta de paz por meio do Paquistão, mediador, mas Washington e Irã permanecem distantes em pontos-chave.
- O estreito de Hormuz continua sob controle iraniano, enquanto os EUA mantêm bloqueio naval de ports iranianos, elevando o risco de novas hostilidades.
- A proposta iraniana inclui encerramento de hostilidades em todas as frentes, retirada de tropas americanas de áreas próximas ao Irã, reparaçao de danos e suspensão de sanções; analistas dizem que as posições seguem afastadas.
Donald Trump voltou a ameaçar o Irã, dizendo que os Estados Unidos podem realizar novos ataques se Teerã não ceder a concessões significativas para um acordo que encerre o conflito no Oriente Médio. A afirmação ocorreu após ele dizer, mais cedo, estar a uma hora de ordenar um ataque antes de recuar.
O presidente afirmou ter decidido adiar uma nova rodada de ataques que romperia o cessar-fogo vigente desde o início do mês. Segundo Trump, o Irã teria feito uma nova proposta viável por meio do Paquistão, mediador no conflito, o que pode ter influenciado a escalada da pressão americana.
Trump disse que o Irã estaria “implorando” por um acordo, mas advertiu que um ataque limitado seria aplicado nos próximos dias caso as negociações não avancem. A declaração ocorreu em meio a uma nova rodada de tensão após meses de negociações estagnadas.
Analistas apontam que ambas as partes desejam evitar uma nova guerra, mas não estão dispostas a abrir mão dos principais pontos para fechar um acordo. Um porta-voz da Chatham House indicou que há distância entre as posições dos dois lados, o que dificulta o avanço.
O Irã mantém o bloqueio de grande parte do estreito de Hormuz, rota estratégica que já respondia por cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo antes do conflito. Os EUA mantêm bloqueio naval em portos iranianos, elevando o risco de interrupções no comércio.
Autoridades iranianas| reiteraram que as exigências dos EUA são excessivas e afirmaram que o estreito será gerido por Teerã. Em comunicado, o porta-voz militar Mohammed Akraminia sinalizou que novas ofensivas dos EUA seriam respondidas com ações adicionais.
Na terça-feira, o Irã divulgou que a mais recente proposta para a paz previa cessar hostilidades em todos os fronts, retirada de forças americanas de áreas próximas ao Irã e reparações pelos danos causados por ataques conjuntos EUA-Israel. As informações foram repassadas pela agência ISNA.
O governo iraniano também pediu o levantamento de sanções, liberação de fundos congelados e fim ao bloqueio naval dos EUA. Segundo a IRNA, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que os termos não diferem muito da oferta anterior rejeitada por Trump.
Especialistas destacam que uma nova rodada de combates poderia elevar ainda mais os preços do petróleo e repercutir nos mercados globais. O impacto econômico internacional já é sentido pela inflação e pela preocupação com a possibilidade de recessão.
Fontes oficiais dos EUA têm preocupação com impactos eleitorais e com o custo de vida nos Estados, ainda que não haja apoio amplo para a continuação de hostilidades. No Irã, a crise econômica aperta, com inflação elevada e temores de insatisfação popular.
O conflito segue sem avanços significativos em negociações formais desde a interrupção em Islamabad, com mediadores paquistaneses tentando aproximar as posições. As partes têm sido acusadas de mudar constantemente seus objetivos durante as tratativas.
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