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Câmara escolhe relator do União Brasil para proposta e é contra mudança

CCJ escolhe Paulo Azi para relatar PEC que encerra escala de seis por um, apesar da oposição do União Brasil, com votação prevista para depois da eleição

Deputado federal Paulo Azi relatará tramitação da PEC na CCJ da Câmara. Motta se diz favorável, mas ouvindo todos os lados. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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  • A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara escolheu o deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) para relatar a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1.
  • A indicação foi aprovada pelo presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior (União Brasil-BA), e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
  • Motta é favorável à medida e pretende votá-la no plenário da Câmara até maio; o União Brasil, porém, é contra a aprovação da PEC.
  • O União Brasil planeja postergar a tramitação após a eleição de outubro para evitar que o tema vá ao plenário, conforme articulado pela cúpula do partido.
  • A PEC, que unifica textos de Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG), precisa passar pela CCJ antes de seguir para comissão especial e, depois, para o plenário, no Senado.

A CCJ da Câmara dos Deputados indicou o deputado Paulo Azi, do União Brasil da Bahia, para relatar a Proposta de Emenda à Constituição que pretende acabar com a escala de trabalho 6×1. A escolha foi confirmada pelo presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior, e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. A comissão analisará a constitucionalidade do texto antes de seguir para a comissão especial.

O relatório pode indicar parecer favorável ou contrário à PEC, que altera o modelo atual de jornada. Motta tem defender o fim da escala 6×1 e pretende levar a matéria ao plenário até maio, após ouvir a sociedade. O União Brasil, porém, já sinaliza resistência à aprovação.

Contexto e posições

A PEC chegou à CCJ no dia 9 de fevereiro, consolidando textos apresentados por Erika Hilton (PSOL) e Reginaldo Lopes (PT). Caso passe pela CCJ, o texto segue para a comissão especial para discutir o mérito. Posteriormente, se aprovado, retorna ao plenário da Câmara em dois turnos, exigindo ao menos 308 votos em cada votação.

Caso aprovada em ambas casas, a proposta seguiria para o Senado, onde passaria por nova análise na CCJ e votação em plenário. Se confirmada sem alterações, a PEC seria promulgada pelo Congresso Nacional sem sanção presidencial.

Posição do governo e do partido

O tema é alvo de divergência interna no União Brasil, que inclui Azi e Leur Lomanto Júnior. A cúpula do partido, liderada pelo presidente Antônio Rueda, tem defendido postergar a votação para após as eleições de outubro, com o objetivo de evitar confronto no plenário.

Motta já indicou que a pauta pode ser discutida com cautela, reconhecendo impactos da medida para diferentes setores. Em declaração ao meio, ele reforçou a ideia de tratar o tema de forma responsável e sem pressa.

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