O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação sobre suposta discriminação religiosa por parte da Major League Baseball ao emitir avisos a três jogadores dos Giants por escreverem versículos bíblicos em seus bonés durante a Pride Night. A denúncia foi encaminhada pela AAG Harmeet Dhillon ao comissário Rob Manfred.
Em carta publicada, Dhillon afirma que o caso foi encaminhado à Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego para apuração adicional. A mensagem sustenta que o Civil Rights Act impede que ligas imponham encargos desarrazoados a objeções religiosas de jogadores.
A MLB sustenta que o aviso verbal não é disciplina e não tem relação com o conteúdo. A liga reforça o direito dos atletas à expressão, citando casos anteriores envolvendo mensagens como mensagens familiares em bonés.
Elementos em disputa
A AAG aponta que a MLB já permitiu patches de Black Lives Matter nos uniformes, sugerindo duplica de padrões. A crítica ganhou tração após senadores questionarem a política da liga, citando uma suposta promoção de posicionamento político.
A MLB informou que a política é neutra em conteúdo e que respeita a liberdade de expressão dos jogadores. Não houve multa ou punição financeira aos atletas.
No jogo de Pride Night em 12 de junho, Landen Roupp, JT Brubaker e Ryan Walker escreveram variações de versículos do Gênesis em seus bonés. Um quarto jogador, Sam Hentges, optou pelo boné tradicional.
Os depoimentos após a partida mostraram que Roupp defendeu a intenção de expressar uma crença pessoal. A equipe afirmou que compreende a dor causada por ações de alguns jogadores e reiterou seu compromisso com inclusão.
Desdobramentos
Após a repercussão, os Giants divulgaram nota reiterando apoio à Pride Night e à comunidade LGBTQ+. A chapinha de declaração destacou o desejo de que o baseball seja palco de inclusão, respeito e pertencimento para todos.
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