Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Monitoramento da Interpol na Itália contribuiu para a prisão de Deolane

Intervenção da Interpol na Itália ajudou na prisão de Deolane; investigação aponta lavagem de dinheiro via influenciadores e empresas fantasmas.

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra
0:00
Carregando...
0:00

Uma investigação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo resultou na prisão preventiva da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra Santos. A prisão ocorreu em um condomínio de luxo em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. Ela é acusada de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e integração ao Primeiro Comando da Capital. Durante as investigações, Deolane ficou mais de 20 dias em Roma, na Itália.

A ação contou com monitoramento da Interpol para acompanhar os passos da investigada no exterior. As autoridades brasileiras planejaram a detenção em território italiano, mas ela retornou ao Brasil na véspera da deflagração oficial da operação e foi detida pouco após desembarcar em São Paulo.

A apuração aponta que a influenciadora atuava como uma peça central no fluxo financeiro do grupo, auxiliando na ocultação de recursos ilícitos. O promotor Lincoln Gakiya afirmou que pessoas com grande alcance online eram usadas para pulverizar o dinheiro.

Relatórios de peritos indicam que cerca de 13,6 milhões de reais passaram pelas contas da advogada entre 2018 e 2022, e 14 milhões de reais movimentaram-se por três empresas registradas em seu nome. Quase não houve registro de pagamentos por contratos de publicidade durante o período de sigilo bancário.

Os investigadores identificaram empresas de fachada próximas a uma unidade prisional em Presidente Venceslau, com endereço compartilhado por outras organizações suspeitas. A linha de investigação teve início em 2019, quando foram apreendidos bilhetes manuscritos em uma cela na penitenciária.

Esses papéis continham ordens das lideranças da facção, assinadas por Marcola e Marcolinha. As pistas levaram a uma transportadora ao lado da penitenciária, usada para lavar dinheiro e financiar o tráfico internacional de cocaína.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais