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Migrantes não são despesa líquida para a Austrália, segundo dados

Análise mostra que migrantes pagam, em média, $41 mil a mais em impostos do que recebem em serviços ao longo da vida, contrariando o argumento de serem um custo para o país

The opposition leader, Angus Taylor, claims migrants are a ‘net drain’ on Australia.
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  • Angus Taylor, líder do Partido Liberal, afirmou que migrantes são uma “drenagem líquida” para a Austrália e defendeu cortes de benefícios para estrangeiros residentes permanentes.
  • Um estudo do Tesouro divulgado em 2021 mostra que migrantes, ao longo da vida, costumam pagar mais impostos do que recebem em serviços públicos.
  • Em média, migrantes com visto de trabalhador qualificado geram benefício fiscal de cerca de 198 mil dólares; vistos de família apresentam déficit de 126 mil dólares; vistos humanitários, de 400 mil dólares.
  • Em comparação, o australiano típico utiliza 85 mil dólares a mais em serviços do que paga em impostos, tornando o impacto fiscal médio dos migrantes cerca de 127 mil dólares positivo em relação ao cidadão comum.
  • Analistas externos, como Alan Gamlen, dizem que restringir direitos de residentes permanentes não resolve nenhum problema existente e pode prejudicar coesão social.

Angus Taylor afirmou que migrantes são um “dreno líquido” para a economia australiana. Em resposta, dados oficiais indicam o oposto: migrantes tendem a ser mais jovens, com maior escolaridade e contribuindo mais com impostos do que com serviços públicos.

Segundo análise de governo, o sistema de migração costuma atrair pessoas com potencial de contribuir, não apenas de consumir. A afirmação de que há grandes fluxos de migrantes buscando apenas benefícios não encontra respaldo nas evidências.

Em entrevistas concedidas a veículos de imprensa, Taylor sustenta que cortes em benefícios a residentes permanentes dariam economia ao governo. Ele citou reduções de despesas para veteranos e maior controle sobre pagamentos a não cidadãos.

Dados fiscais do governo, respaldados por estudo de 2021, mostram o impacto financeiro médio dos migrantes ao longo da vida. Em média, migrantes pagam mais impostos do que utilizam serviços governamentais.

O estudo detalha nuances por tipo de visto. Trabalhadores qualificados geram benefício fiscal líquido elevado, enquanto famílias e refugiados apresentam saldos menores, ainda assim positivos para o conjunto.

Comparativamente, cidadãos australianos costumam consumir mais em serviços do que pagam em impostos, o que amplia o saldo positivo dos migrantes para a sociedade como um todo, segundo a análise.

AAN Migration Hub, do ANU, comenta que propostas de restringir direitos de residentes permanentes não resolvem problema inexistente. A visão é de que migrantes, no agregado, contribuem mais do que recebem.

Para a equipe pesquisadora, retirar redes de proteção social de migrantes não é medida adequada para melhorar a coesão social ou produtividade, mas sim uma opção de política de menor efeito prático.

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