- Um policial está sob investigação criminal pela suposta utilização de inteligência artificial para criar material de evidência em vários casos, e foi afastado de funções na linha de frente.
- A investigação trata de possível uso de IA para distorcer o curso da justiça; o caso ainda está no estágio inicial e não houve prisões.
- A Polícia de Derbyshire informou que trabalha em conjunto com o Serviço de Acusação da Coroa (Crown Prosecution Service) para tratar de casos potencialmente impactados.
- O oficial envolvido permanece sem identificação pública e o cargo exato ou a natureza do suposto malfeito não foram divulgados.
- A notícia ocorre no contexto de alertas sobre uso de IA pela polícia, incluindo instruções para interromper uso de sistemas de IA em documentos de tribunal, e de investigações recentes na Polícia Metropolitana envolvendo ferramenta de IA.
Um policial está sob investigação criminal por alegado uso de inteligência artificial e foi afastado de funções operacionais no que é considerado o primeiro caso desse tipo no Reino Unido. A polícia de Derbyshire informou que o agente, cuja identidade não foi divulgada, é investigado por supostamente usar a tecnologia para “criar material probatório” em várias ocorrências e por supostamente prejudicar o curso da justiça.
A força afirmou que a investigação foi aberta após denúncias de uso de sistemas de IA para gerar evidências e que está colaborando com o Serviço de Promotores da Coroa (CPS) quanto a casos potencialmente impactados. O processo ainda está no estágio inicial e não houve prisões.
O oficial envolvido foi removido das atividades de linha de frente, indicou a Derbyshire Police. A polícia não especificou o cargo nem a natureza exata da suposta conduta. Segundo o CPS, a força trabalha com equipes de defesa e tribunais nos casos apropriados.
Contexto recente sobre IA na polícia
Em paralelo, o uso de IA em órgãos de segurança tem sido alvo de atenção. O chefe do centro de IA policial indicou orientação para interromper a utilização de algumas ferramentas na preparação de declarações para tribunais, por questões de confiabilidade.
Em abril, a Metropolitan Police iniciou investigações envolvendo centenas de agentes após uso de uma ferramenta de IA desenvolvida pela Palantir para identificar condutas de agentes, o que levou a prisões de três policiais por abusos de autoridade, fraudes, agressões sexuais e outros desvios.
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