- O policial Marc Pinizzotto, 43 anos, foi morto durante buscas ao amanhecer em um prédio de apartamentos no oeste de Toronto, relacionadas a um tiroteio na embaixada dos EUA.
- A investigação avalia se o caso está ligado a uma rede maior de “trocadores de atiradores” ou a ataques terroristas globais que teriam como alvo interesses nos EUA e no Irã.
- Em Toronto, um ataque anterior contra a embaixada dos EUA ocorreu em março, quando dois atiradores foram vistos fugindo em um veículo branco; ninguém ficou ferido.
- A procura envolve possíveis ligações entre os suspeitos do tiroteio no consulado e ataques a empresas de manejo de resíduos e residências na cidade; a polícia busca confirmar conexões locais ou globais.
- O promotor dos EUA afirma que Mohammad Baqer Saad Dawood al-Saadi é apontado como autor de quase vinte ataques na Europa e que teria reivindicado responsabilidade pelo tiroteio no consulado de Toronto; o FBI cita possível ligação com um grupo que atuaria com apoio de Irã.
Ontario, Canadá – Uma investigação policial busca apurar se a morte de um policial de Toronto está ligada a ataques terroristas globais. O caso envolve uma operação realizada para cumprir mandados de busca relacionados a um tiroteio na embaixada dos EUA em Toronto.
O cabo Marc Pinizzotto, de 43 anos, integrante da força-tarefa de emergência, foi morto na manhã de quinta-feira durante a varredura de um prédio no oeste da cidade. A investigação aponta que a operação buscava investigar uma sequência de disparos anteriormente ocorridos na região.
O chefe de polícia de Toronto, Myron Demkiw, disse a repórteres que a operação envolveu a apuração de diversos tiroteios, incluindo o ataque contra o consulado americano em Toronto no início deste ano. Ninguém ficou ferido no ataque ao consulado naquela ocasião.
Desdobramentos da investigação
Fontes da polícia indicaram que os investigadores avaliam a possibilidade de os atiradores integrarem uma rede maior de “atiradores contratados” que teria como alvo imóveis de uma grande empresa de gestão de resíduos e residências privadas. A rede seria associada a incidentes na cidade nas últimas décadas.
Também é analisada a hipótese de conexão com uma rede terrorista global que teria ameaçado retaliação a ataques dos EUA no Irã. A investigação envolve cooperação entre autoridades locais e federais.
Conexões com casos anteriores
Em maio, autoridades americanas divulgaram acusações contra Mohammad Baqer Saad Dawood al-Saadi, cidadão iraquiano, apontado como possível autor de quase 20 ataques na Europa. Documentos judiciais dos EUA indicam que al-Saadi teria reivindicado responsabilidade pelo ataque ao consulado de Toronto.
O RCMP, polícia federal do Canadá, não comentou publicamente sobre a existência de ligações entre os casos. Oficiais da RCMP participaram da varredura matinal no complexo de apartamentos, segundo veículos de imprensa locais.
Investigações e próximos passos
Procuradores americanos indicaram que al-Saadi lidera um grupo que afirma atuar em parceria com a Guarda Revolucionária do Irã, com objetivos contra alvos ligados aos EUA e Israel. A polícia canadense continua avaliando as possíveis interconexões na cidade.
O Serviço de Polícia de Toronto informou que o caso permanece ativo. A Unidade Especial de Investigações Ontário abriu apuração sobre o disparo que matou Pinizzotto, destacando que quatro pessoas estavam no apartamento no momento do confronto.
Homenagens e contexto institucional
Pinizzotto era pai de dois filhos e envolvido com hóquei juvenil e atividades comunitárias. Autoridades locais, incluindo o prefeito de Oakville, lamentaram a perda e o risco enfrentado pelos agentes.
O primeiro-ministro, o presidente da província e o prefeito de Toronto prestaram tributos ao policial, ressaltando a importância do trabalho policial e a natureza arriscada das missões diárias. As investigações continuam em andamento.
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