- Dylan Phelan, 21 anos, foi condenado a seis anos e quatro meses de prisão em Leeds por incentivar o suicídio de Travis Dyer durante uma chamada de vídeo em outubro de 2024.
- O réu também reconheceu três acusações de posse de imagem sexual extrema e uma de fazer imagem indecente de menor.
- Dyer, natural da Louisiana, com 21 anos, tirou a própria vida após o grupo no Discord ter supostamente incentivado o ato durante a chamada.
- O grupo privado do Discord, chamado Recovery4all, foi criado para discutir saúde mental, mas, segundo a acusação, praticou crueldade e manipulação que agravaram o estado mental de Dyer.
- O juiz Barry Cotter impôs a Phelan uma Ordem de prevenção de danos sexuais de 10 anos, além da pena de prisão.
Dylan Phelan, de 21 anos, foi condenado a seis anos e quatro meses de prisão em Leeds Crown Court após admitir ter incentivado, durante uma videochamada, que Travis Dyer, um norte-americano de 21 anos natural da Louisiana, cometessem suicídio. O crime ocorreu em outubro de 2024, segundo a acusação.
O jovem britânico fazia parte de um grupo privado no Discord, chamado Recovery4all, criado para discutir saúde mental, mas que, segundo a promotoria, se tornou um espaço de provocações que prejudicaram Dyer. Outros dois homens integravam o grupo e também teriam participado das ações.
O Ministério Público informou que Dyer enfrentava dificuldades pessoais, incluindo a perda da mãe e da irmã por afogamento, o que agravou sua saúde mental. A promotoria afirmou que o trio explorou os momentos de vulnerabilidade de Dyer, incentivando comportamento autodestrutivo e abusivo.
Durante a chamada gravada, Phelan foi apontado como quem encorajou o suicídio de Dyer, chegando a dizer para ele “puxar o gatilho” e rindo. Dyer acabou tirando a própria vida na ocasião, e o corpo foi detectado posteriormente por um dos demais participantes ao alertar alguém fora do grupo.
Além da condenação, Phelan recebeu uma Ordem de Prevenção de Danos Sexuais com validade de 10 anos, associada à pena de prisão. O caso também incluiu acusações de posse de imagens pornográficas extremas e de uma imagem indecente de criança.
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