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Autor de relatório do Home Office sobre China revela tentativas de comprometê-lo

Autor do relatório do Home Office diz ter sido alvo de honey traps e de abordagens de um ex-agente britânico naturalizado, para comprometer a pesquisa sobre CCP e crime organizado

Dr David Wilson is the West Midlands regional coordinator for the national Organised Immigration Crime Domestic Taskforce.
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  • Dr. David Wilson, autor de um relatório financiado pelo Home Office sobre o estado chinês e crime organizado no Reino Unido, foi alvo de tentativas de influência e de possíveis “honey traps.
  • Segundo Wilson, um ex-policial britânico, que era cidadão chinês antes de se naturalizar, o convidou para um encontro em um restaurante chinês na tentativa de comprometê-lo.
  • O pesquisador também foi abordado via LinkedIn, recebendo dezenas de solicitações de conexão de perfis sem conteúdo relevante e uma mensagem de um empresário com vínculos alegados à Chinese government.
  • A abordagem foi anunciada após alertas recebidos durante entrevistas com oficiais de 14 agências de aplicação da lei no Reino Unido, e o caso faz parte de um contexto mais amplo descrito em um relatório de alto nível.
  • Wilson acredita que as ações apontam para atuação do Departamento de Frente Unida (United Front Work Department) ligado ao governo chinês, com o objetivo de mitigar as descobertas do estudo e favorecer o governo da China.

O autor de um relatório financiado pelo Ministério do Interior britânico sobre o Estado chinês e o crime organizado no Reino Unido foi alvo de tentativas de intervenção. O caso envolve supostos “honey traps” e uma tentativa de comprometimento por um ex-funcionário da polícia britânica, afirmou o pesquisador.

Dr. David Wilson, cujo estudo foi desclassificado em fevereiro, relata várias abordagens para influenciar seus resultados ou desacreditar o trabalho, enquanto examinava os desafios de policiamento associados ao Partido Comunista Chinês e às gangues criminosas.

Entre as ações apontadas está o contato feito por um ex-folicial britânico que já foi cidadão chinês naturalizado no Reino Unido. Wilson disse ter recebido um convite para encontrar a pessoa em um restaurante chinês específico, após ter recebido avisos prévios sobre armadilhas.

Alega ainda ter sido alvo via LinkedIn, com dezenas de solicitações de conexão de perfis sem informações, porte de imagens de mulheres atraentes e sem conteúdo identificável. Um contato direto de um homem empresário também teria procurado aproximação, alegando ligações à China.

Wilson afirmou ter recusado as propostas, reportando o perfil a autoridades competentes. O pesquisador também citou atividades suspeitas na rede social, como mensagens insistentes prometendo apoio em troca de facilitar vantagens para autoridades chinesas.

Nesta semana, os países Five Eyes divulgaram um boletim sobre uma estratégia online agressiva, incluindo uso de LinkedIn por pessoas que se passam por trabalhadores de empresas privadas ou think tanks ligados ao governo chinês.

O pesquisador sustenta que as abordagens teriam o objetivo de perverter as conclusões do estudo, tornando-as mais favoráveis à China. Segundo ele, pode haver uma direção de alto nível por trás das tentativas de comprometimento.

O relatório de Wilson mostrou vínculos entre integrantes de organizações criminosas e membros do consulado chinês, além da exploração de estudantes chineses por gangues e pelo CCP. Ele afirma que o núcleo dessas redes atua de forma discreta, sem utilizar violência explícita.

A investigação aponta que o crime organizado ligado à China atua em áreas como drogas, tráfico de pessoas e imigração ilegal, mantendo o perfil baixo para evitar a atenção policial. A situação sugere a possibilidade de ampliar infraestruturas de contrabando de cannabis, com potencial risco futuro.

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