Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cúpula da polícia sobe tom e critica Nunes após operação

Cúpula da Polícia Civil defende autonomia da operação Wi-Fi diante de críticas do prefeito Ricardo Nunes

Tarcísio de Freitas vota acompanhado por Ricardo Nunes, em colégio no bairro do Morumbi, em São Paulo
0:00
Carregando...
0:00
  • Membros da cúpula da Secretaria da Segurança Pública defenderam a autonomia da Polícia Civil para seguir as investigações da operação Wi‑Fi, que mira um contrato de R$ 108 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil, ligado à Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse.
  • O prefeito Ricardo Nunes afirmou que não faz sentido apurar um contrato de 2024, destacando que o longa foi gravado em 2025 e questionando a relação entre o contrato e a operação.
  • Delegados ouvidos pelo UOL criticaram o prefeito, dizendo que as falas foram ilações e que a ação decorreu de uma requisição do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual.
  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse que a Polícia tem autonomia para investigar e que não há interferência do poder estadual, mantendo a polícia como instituição de Estado.
  • A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp) destacou que a polícia atua com base na materialidade e que ninguém está acima da lei, defendendo a autonomia institucional e a separação entre política e apuração de crimes.

A cúpula da Polícia Civil elevou o tom e mostrou insatisfação com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, após ele classificar a operação que apura suspeitas de fraudes em contrato com uma ONG ligada à produtora do filme Dark Horse como perseguição política. A operação investigou um contrato de R$ 108 milhões entre a prefeitura e o ICB, ligado a Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment.

Os agentes defenderam a autonomia da Polícia Civil para seguir com as investigações da operação Wi-Fi, ressaltando que se trataria de um cumprimento de determinação do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual. A Secretaria da Segurança Pública reiterou o dever de atuação institucional, sem avaliações de mérito fora do andamento processual.

O prefeito questionou a temporalidade da investigação, citando que o longa foi filmado em 2024 e que a comunicação sobre a gravação do filme ocorreu apenas em 2025. O diálogo entre governo municipal e a cúpula policial gerou críticas sobre o tom político do discurso, segundo fontes próximas à segurança pública.

Apoiadores da autonomia policial destacaram que a atuação está amparada por decisões judiciais e que não há espaço para interferência externa. O presidente do Adpesp afirmou que a polícia atua com base em materialidade e no interesse público, independentemente de quem esteja envolvido. A entidade reforçou que o processo segue critérios legais, com mandados cumpridos sob supervisão judicial.

O governador Tarcísio de Freitas enfatizou a autonomia da Polícia de São Paulo para conduzir investigações, afirmando que a instituição atua a serviço do Estado. Ele disse que a polícia cumpriu uma demanda do Ministério Público e que não há interferência governamental nas apurações.

Sindicatos de delegados destacaram a importância da independência da instituição. A defesa aponta que a atuação se apoia em materialidade, com investigações conduzidas pela Polícia Civil e sob controle judicial, sem favorecimentos políticos. A reportagem manteve o registro de que a íntegra dos procedimentos seguiu os mandatos legais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais