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Treinador de armas da ICE envolvido em pelo menos 4 tiroteios letais

Ex-policial que comanda a TruKinetics treina equipes de resposta tática do DHS; depoimento cita envolvimento em ao menos quatro tiroteios letais

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  • David S. Norman, ex-policial de Phoenix e fundador da TruKinetics, foi ligado a pelo menos quatro tiroteios letais durante o período em que atuou como policial.
  • Norman afirmou, em depoimento de 2021, que participou de seis tiroteios na função, com quatro mortos e dois feridos; a Phoenix Police Department confirmou que em todos os casos ele atirou contra suspeitos armados.
  • A TruKinetics oferece treinamentos de táticas de equipes pequenas, resgate de reféns, combate próximo e outras disciplinas, incluindo apoio aos times de resposta especial do Homeland Security. A empresa recebeu cento e poucos mil dólares para um curso de quarenta horas destinado a integrantes de equipes SRT.
  • O treinamento mencionado ocorreu no Fort Benning, na Geórgia, e houve sessões com a Unidade de Resposta Especial (HSI) do estado do Arizona, segundo a própria empresa e registros oficiais.
  • Além disso, Norman esteve envolvido em um processo civil relacionado à morte de Jacob Harris em 2019; o caso foi encerrado em 2022 após decisão de mérito sumário. Também há registros de avaliações positivas na Phoenix Police Department, e o uso de equipes SRT tem sido objeto de debates e investigações de conduta policial.

David Norman, ex-agente da polícia de Phoenix que se descreveu como “um selvagem fodido”, jamais deixou de atuar no universo de treinamento policial. Hoje ele dirige a TruKinetics LLC, empresa que prestava formação a equipes de resposta especial do DHS.

TruKinetics, com sede em Gilbert, Arizona, oferece cursos de táticas de pequenas equipes, resgate de reféns, combate em ambientes confinados e outras técnicas táticas, segundo a própria empresa. A atuação incluiu treinamento para equipes da Homeland Security Investigations e para a Special Response Team.

Paralelamente, agentes da ICE relataram em uma deposição de 2021 que Norman esteve envolvido em pelo menos quatro tiroteios letais antes de deixar o cargo na cidade de Phoenix ou logo após, segundo documento consultado pela WIRED.

Norman serviu como policial de Phoenix entre o fim dos anos 1990 e 2020. Ao deixar a polícia, a referência de registros indica que ele participou de seis tiroteios enquanto estava em serviço, resultando em quatro mortos e dois feridos. Em pelo menos duas ocasiões, houve troca de tiros com suspeitos armados.

Treinamento e operações com SRT

A TruKinetics afirma, em divulgação online, oferecer instrução de operações em situações de alto risco, incluindo o uso de visão noturna, busca de edificações e técnicas de invasão com explosivos. A empresa recebeu um contrato de um ano para ministrar um curso obrigatório de 40 horas para membros do SRT em Fort Benning, Geórgia, com valor de cerca de 27,7 mil dólares, conforme registros de licitação.

Pelo menos 700 agentes de várias unidades do DHS passam anualmente por Fort Benning para esse tipo de treinamento. Norman disse à WIRED que a empresa já realizou sessões com o SRT do escritório de Phoenix da Homeland Security Investigations, elogiando os profissionais envolvidos.

Norman afirma que os cursos ocorreram tanto no Arizona quanto no Fort Benning, e que não havia conteúdo de táticas de controle de multidões ou atiradores ativos, embora não tenha detalhado outros pontos do conteúdo. Em publicação no Instagram, a TruKinetics divulgou fotos de Norman e colegas com operadores do SRT do Arizona.

Controvérsias e processos

O CBP não respondeu a questionamentos sobre o número de equipes que passaram pela formação da TruKinetics. Em entrevista anterior, Norman descreveu a carreira e afirmou não haver controvérsia sobre um dos casos envolvendo uma morte durante uma perseguição, citando interesse financeiro da família da vítima.

Na cidade de Phoenix, a taxa de tiroteios envolvendo policiais teve alta em 2018, ano citado como o mais violento no país. Nesta época, Norman participou de dois tiros, com um deles resultando em morte.

Em 2020, Norman e outro policial foram processados pela família de uma suspeita de roubo morta em 2019. A ação foi encerrada com decisão favorável à polícia após concessão de parecer de justiça. Norman afirmou na época que não havia controvérsia e que o objetivo era obter uma indenização.

Contexto institucional

O Departamento de Justiça abriu uma investigação de direitos civis sobre o Departamento de Polícia de Phoenix em 2021, que resultou, em 2024, em um relatório apontando padrões de uso de força temerários e formação deficitária. Em 2025, porém, o governo federal reverteu parte das conclusões em relação à investigação, encerrando o exame formal de violações constitucionais.

Especialistas ouvidos pela WIRED criticaram a atuação de unidades táticas não convencionais utilizadas para ações civis de imigração, destacando que o uso de técnicas de forças especiais em contextos civis pode trazer riscos adicionais.

Considerações finais

O cenário de treinamento de unidades paramilitares de imigração tem gerado debates sobre qual formação é adequada para operações em localidades civis. Questionamentos sobre a qualidade da instrução, a natureza das operações e a conduta de agentes permanecem em pauta, com foco na transparência e na responsabilidade.

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