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O que se sabe sobre a morte de mulher em ação da PM na zona leste de SP

Mulher morre após abordagem de policial militar em Cidade Tiradentes; PM afastada e caso é apurado pela Civil e pela Militar, com protestos na região

Créditos: Reprodução Redes Sociais
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  • Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos, foi baleada durante uma ocorrência em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo; foi socorrida ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu; a policial envolvida foi afastada.
  • O caso é apurado de forma conjunta pela Polícia Civil e pela Polícia Militar, com versões conflitantes sobre o que ocorreu.
  • Segundo a policial, Thawanna avançou para cima dela, desrespeitando ordens e desferindo tapas; houve disparo durante a contenção.
  • O companheiro da vítima, Luciano Gonçalves dos Santos, afirma que a viatura passou em alta velocidade e não houve agressão, e que houve uso de gás de pimenta antes do disparo.
  • Nos dias seguintes, moradores protestaram na região, bloqueando vias e incendiando pneus; a PM respondeu com balas de borracha e bombas de gás para dispersar os manifestantes.

A Polícia Militar afastou uma agente envolvida na ocorrência que resultou na morte de uma mulher na madrugada de sexta-feira, 3, em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo. O caso é investigado simultaneamente pela Polícia Civil (DHPP) e pela PM, com versões conflitantes sobre o que ocorreu.

A vítima, Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos, chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu. A paciente faleceu pouco depois, ainda na madrugada, conforme boletim oficial.

Segundo ocorrência, policiais faziam patrulhamento quando viram um casal caminhando de mãos dadas. Um dos homens teria se desequilibrado e atingido o retrovisor da viatura, o que teria levado à abordagem. Em depoimento, a policial disse que Thawanna avançou e desferiu tapas.

O companheiro da vítima, Luciano Gonçalves dos Santos, diverge. Ele afirma que a viatura passou em alta velocidade, quase atingindo o casal, o que motivou a reação de Thawanna. Ele nega agressões por parte da mulher e acusa uso de gás de pimenta sem necessidade.

A Secretaria da Segurança Pública informou o afastamento da policial, a apreensão da arma e a abertura de IPM, com encaminhamento ao DHPP. A instituição também lamentou a morte de Thawanna e reiterou a adoção de procedimentos disciplinares.

Thawanna foi velada no domingo, 5, em meio a uma comoção considerável. Ela deixa o marido e cinco filhos, segundo familiares. O caso gerou protestos na região, com bloqueios de vias e ações de mobilização contra a violência policial.

Na sequência, a PM empregou balas de borracha e bombas de gás de efeito moral para dispersar manifestantes em Cidade Tiradentes, conforme relatos de moradores e autoridades, sem que o desfecho seja definido.

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