- A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte da policial militar Gisele Alves, baleada na cabeça em seu apartamento no Brás, na manhã de 18 de fevereiro.
- O marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, disse que a esposa se matou após ele anunciar suposta separação; a família contesta a versão e cogita feminicídio.
- Fatos investigados incluem a arma bem encaixada na mão da vítima, ausência do cartucho e sangue coagulado, além de relatos de horário de atendimento dos socorristas.
- Áudios divulgados mostram o marido ligando para a PM e para o Corpo de Bombeiros, às 7h57; vizinha ouviu estampido por volta das 7h27 e o resgate foi solicitado cerca de 29 minutos depois.
- A Justiça autorizou a exumação do corpo para novos exames; laudo necroscópico divulgado pela TV Globo aponta lesões no rosto e pescoço e indicam desmaio antes do disparo; o marido está afastado das funções.
A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte da policial militar Gisele Alves, baleada na cabeça no apartamento em que morava com o marido, também policial, no Brás, na região central da capital. O crime ocorreu na manhã de 18 de fevereiro. A versão apresentada pelo marido, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, é de que a esposa se matou após ele alegar intenção de se separar, após uma discussão na noite anterior. A família contesta a versão e teme feminicídio. A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso é tratado pelo 8º Distrito Policial, no Belenzinho.
A cena chamou a atenção de socorristas ao chegar ao local. Um dos profissionais estranhou que a arma estivesse bem encaixada na mão da vítima, o que é incomum em suicídios. Técnicos de balística também destacaram que, em disparos a curta distância, a arma costuma cair da mão da vítima. O marido afirmou ter ouvido um barulho e encontrado Gisele caída com um tiro na cabeça.
Logo após o ocorrido, houve controvérsias sobre a sequência dos fatos. O tenente-coronel relatou ter estado no banho quando ouviu o barulho. Ao abrir a porta, alegou ter encontrado a mulher ferida. O ambiente apresentou ausência de água no chão e o sangue já coagulado; o cartucho não foi localizado. Áudios divulgados pelo Fantástico revelaram o telefone dele para a PM, solicitando resgate.
O registro inicial foi de suicídio, mas a investigação foi reorientada para morte suspeita. O chamado de socorro ocorreu por volta das 7h57, segundo as gravações. Uma vizinha ouviu o estampido às 7h27 e acionou o resgate cerca de 29 minutos depois. Bombeiros chegaram às 8h13 e a tentativa de recuperação ocorreu até as 8h55, quando Gisele não resistiu.
Detalhes do caso
Câmeras de segurança mostram a entrada do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo, ao apartamento após uma ligação do tenente-coronel. A entrada dele foi registrada às 9h07, seguida de circulação no corredor do imóvel. Testemunhas afirmam que o marido trocou de roupa pouco depois, o que ocorreu após orientações a não tomar banho, com relatos de cheiro de produto químico.
A Justiça autorizou a exumação do corpo da vítima para novos exames, incluindo tomografia, realizados no Instituto Médico-Legal Central. A SSP informou que aguarda laudos de reconstituição e da exumação, mantendo o sigilo judicial. A imprensa reportou indicícios de lesões no rosto e no pescoço, além de sinais de desmaio antes do disparo, segundo o laudo necroscópico citado pela TV Globo.
A PM informou que o marido de Gisele está afastado de funções, a pedido.
Observação: as informações seguem atualizações oficiais e laudos separados podem complementar o andamento da apuração.
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