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PF busca cinco suspeitos por vazamento de dados de ministros do STF, Moraes alvo

PF cumpre cinco mandados na operação Dataleaks, mirando vazamento e venda de dados sigilosos de ministros do STF, incluindo Moraes

Operação é desdobramento do "inquérito das fake news" após Moraes incluir vazamento de informações de ministros. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • A Polícia Federal cumpre cinco mandados de prisão e quatro de busca e apreensão em São Paulo, Tocantins e Alagoas, na operação Dataleaks contra vazamento e venda de dados sigilosos de ministros do STF.
  • A ação integra o inquérito das fake news, com o relator Alexandre de Moraes incluindo apuração sobre vazamentos dos sistemas da Receita Federal, envolvendo a esposa dele, Viviane Barci, entre os alvos.
  • A PF aponta que houve criação de uma base de dados não oficial alimentada por acessos indevidos a sistemas e bases governamentais, para obter e comercializar informações sensíveis.
  • Entre os dados vazados estaria o contrato de Viviane Barci com o Banco Master, no valor de R$ 129 milhões até 2027, que foi interrompido após a liquidação da instituição; há também registro de aumento no patrimônio da advogada.
  • Além de Moraes, o caso envolve menções a outros ministros ligados ao Master; a Procuradoria Geral da República descreveu a prática como exploração fragmentada de informações sigilosas para gerar suspeitas artificiais.

A Polícia Federal realiza, nesta quinta-feira (5), cinco prisões ligadas a um esquema de vazamento e venda de dados sigilosos, incluindo informações de ministros do STF. A operação, batizada Dataleaks, mira uma organização criminosa que acessava bases públicas e privadas para obter e comercializar dados sensíveis.

Segundo a PF, o caso faz parte do inquérito das fake news, aberto pelo ministro Alexandre de Moraes. A apuração envolve também a esposa dele, a advogada Viviane Barci, além de outros ministros e familiares. Um dos alvos dos mandados seria Moraes.

Além das cinco prisões, houve quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas. A PF afirma que a base de dados não oficial foi abastecida por acessos indevidos a sistemas governamentais.

A investigação aponta que o grupo operava em várias etapas: obtenção clandestina de informações, adulteração e venda dos dados, com distribuição ilegal do material. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, invasão de dispositivo, furto qualificado, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.

Dados apontam ainda que informações vazadas mencionariam contratos envolvendo Viviane Barci com o Banco Master, que chegou a negociar defesa por R$ 129 milhões até 2027, mas o acordo foi interrompido após liquidação da instituição pelo BC.

A Procuradoria-Geral da República afirmou que houve exploração fragmentada de informações sigilosas de autoridades públicas, divulgadas sem contexto e sem controle jurisdicional, alimentando suspeitas artificiais. A PGR reforçou a natureza investigativa do caso sem emitir conclusões finais.

Entre as informações veiculadas pela imprensa, destacam-se transações ligadas ao Master publicadas pelo jornal O Globo e pelo Estadão, incluindo mensagens sobre pagamentos ao resort da família do ministro, bem como contratos com advogados próximos aos ministros.

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