- O policial afirmou que não teve tempo suficiente para ligar a câmera corporal antes de disparar contra Steve Pampalian, de 41 anos, que avançou na direção dele com duas facas de cozinha.
- Pampalian foi morto com três tiros na entrada de sua casa, em North Willoughby, Sydney, em 25 de maio de 2023, após apresentar um surto psicótico.
- O primeiro policial informou que as câmeras costumam ser ligadas durante a atuação policial ou coleta de evidências, mas não ficou claro quando a dele foi ligada; a câmera estava desligada no momento do disparo.
- A segunda policial não usava câmera e afirmou que entre 25% e 50% das câmeras da delegacia de Chatswood estavam “não funcionando” na ocasião, sem disponibilidade de uma unidade para aquele dia.
- O inquérito também destacou relatos de vizinhos sobre o estado mental de Pampalian no dia do ocorrido, bem como informações sobre seu histórico médico e buscas na internet; o caso segue em apuração.
Steve Pampalian, de 41 anos, foi alvejado por três tiros na entrada da residência, em North Willoughby, Sydney, em 25 de maio de 2023, durante uma crise psicótica. A polícia informou que o episódio envolveu carregava facas de cozinha e ocorreu após ele avançar em direção aos oficiais. O processo ocorre em um inquérito coronial para apurar as circunstâncias da morte.
O primeiro policial a chegar, o Constable Jason Bryan, afirmou ao inquérito que os agentes costumam acionar as câmeras corporais ao usar poderes policiais ou coletar evidências, embora não haja obrigação legal. Não ficou claro se a câmera foi acionada antes do disparo. Bryan disse ter acionado a câmera somente quando já era tarde.
A segunda policial, Constable Elizabeth Trupiano, não utilizava câmera naquele dia. Ela relatou que entre 25% e 50% das câmeras do posto de Chatswood estavam sem funcionamento e que não havia uma câmera disponível para ela. A automobilização automática de câmeras ao acionamento de tasers ou armas, prevista desde 2022, foi adiada indefinidamente em 2023.
Mudança de tema: contexto do incidente
O inquérito ouviu vizinhos que chamaram a polícia ao redor da manhã do ocorrido, devido a comportamentos alterados de Pampalian. Clientes próximos descrevem sinais de desorientação e agressividade que teriam surgido durante o episódio. A família de Pampalian afirma que ele lutava há anos com ansiedade e que o episódio foi atípico para ele.
Bryan relatou que, ao se aproximar, Pampalian avançou com as facas para cima e que o policial recuou e efetuou disparos após o homem se aproximar a dois a três metros. Trupiano lembrou que houve momentos de memória vaga quanto à sequência de eventos. Testemunhas no local descreveram versões diferentes sobre a posição de Pampalian após os disparos.
O inquérito ainda investiga se houve tempo suficiente para acionar recursos menos letais, como spray de pimenta ou taser. Bryan afirmou não haver opções adicionais disponíveis no momento. O caso se soma a outros ocorridos em 2023 envolvendo pacientes com transtornos mentais e respostas policiais, gerando debates sobre políticas públicas de saúde mental e atuação policial. O inquérito continua.
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