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Polícia francesa prende nove suspeitos por fraude de bilhetes do Louvre de €10 milhões

Polícia prende nove suspeitos, incluindo dois funcionários, em operação de fraude de bilhetes no Louvre; investigação aponta rede organizada

People outside the Louvre museum
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  • Polícia francesa prendeu nove pessoas, incluindo dois funcionários do Louvre, suspeitos de liderar uma fraude de bilhetes estimada em €10 milhões.
  • A investigação aponta uma rede que organizava fraudes em grande escala envolvendo guias turísticos.
  • Suspeitos utilizavam repetidamente os mesmos bilhetes para diferentes visitantes e dividiam grupos para evitar a cobrança de taxas de guia.
  • A operação inclui possíveis cúmplices dentro do Louvre e investigações formais abertas no mês de junho por fraude, lavagem de dinheiro, corrupção e uso de documentos falsos.
  • Autoridades já apreenderam mais de €957 mil em dinheiro e valores em contas, além de suspeitos estarem astrophossados a investimentos em imóveis na França e em Dubai.

A polícia francesa prendeu nove pessoas em uma investigação sobre um esquema de fraude de bilhetes no Louvre, em Paris. A Polícia e os Procuradores apontam que o golpe pode ter supostamente movimentado cerca de €10 milhões. Entre os detidos estão dois funcionários do museu, guias turísticos e um indivíduo apontado como possível cérebro do esquema.

A investigação foi acionada após a direção do Louvre comunicar as autoridades, que conduzem operações de vigilância e interceptação de comunicações. A operação ocorre dias após o Louvre sofrer com uma série de incidentes de segurança e fraude em bilheteria.

Desdobramentos da linha de atuação

Le Parisien destaca que o golpe envolvia guias que supostamente exploravam grupos de visitantes chineses, reutilizando bilhetes para várias pessoas. Investigadores avaliam se a rede chegou a conduzir até 20 grupos por dia ao longo de uma década.

Segundo o Ministério Público de Paris, há indícios de uso de bilhetes repetidos, além de dividir grupos para evitar a cobrança de taxas de guia. Investigações apontam ainda pagamentos em espécie aos supostos comparsas dentro do Louvre, para esquivar a fiscalização.

A apuração formal foi aberta em junho, com acusações que incluem fraude organizada, lavagem de dinheiro, corrupção e auxílio à entrada irregular como parte de uma organização, além do uso de documentos falsos.

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