- O líder da National Black Police Association (NBPA), Ch Insp Andy George, afirma que há uma tentativa de silenciá-lo e margianalizar as vozes que ele representa.
- George já enfrentou cinco investigações de conduta pelo Police Service of Northern Ireland (PSNI) desde 2023, e diz que foi solicitado a retomar funções centrais, o que vê como perseguição.
- A tensão com a liderança da polícia aumentou desde 2022, quando a então secretária de Interior, Suella Braverman, passou a fazer críticas associadas a um grupo específico, e o comissário seguinte, Sir Mark Rowley, proibiu que os oficiais da Polícia Metropolitana se ajoelhem.
- O agente foi reeleito presidente da NBPA com cerca de setenta e cinco por cento dos votos e continua a cumprir o trabalho da associação nas horas vagas, alegando pressão para enfraquecer a NBPA e sua atuação.
- O Metropolitano de Londres e o PSNI disseram que mantêm encontros com a NBPA e negam influenciar decisões sobre George; o Met afirmou manter contato com a NBPA, mas foca seus vínculos com a NBPA local e com uma assessora especializada.
Andy George, presidente da National Black Police Association (NBPA), afirma que há uma tentativa de silenciar a sua atuação e a de representantes de minorias dentro da polícia britânica. Ele trabalha no cargo desde julho de 2020, após a morte de George Floyd nos EUA, e vê mudanças negativas na atuação institucional desde 2022.
George, que tem 46 anos, é o líder mais longevo da NBPA e já enfrentou diversas investigações internas. A defesa de suas posições envolve ações judiciais por discriminação racial contra a Polícia da Irlanda do Norte (PSNI). Ele também aponta pressões vindas de alto escalão na Metropolite Police (Met).
Contexto institucional e controvérsias
Segundo o líder, as mudanças começaram com a apresentação de críticas públicas ao ambiente policial após Floyd. Ele relata que o então comissário da Met, Cressida Dick, tinha aberto espaço para diálogo; com a chegada de Mark Rowley, em 2022, houve mudanças, incluindo a proibição de tomar joelho pela polícia.
George afirma ter procurado uma reunião com Rowley, sem sucesso, e mantém contato limitado com a chefia da Met, com encontros contabilizados em poucas ocasiões nos últimos anos. A versão institucional aponta que há reuniões entre a Met e a associação, além de consultoria com especialistas para temas de igualdade.
Acusações, investigações e desdobramentos
Desde 2023, o PSNI abriu cinco investigações de conduta disciplinar envolvendo George, relacionadas a intervenções na mídia e em redes sociais. Em duas ocasiões houve absolvição ou decisão de não haver caso, e em outras ocorreu um encaminhamento para ações de conduta aceitáveis.
A acusação central é de que seus comentários podem abalar a confiança pública na polícia. George nega que haja intenção de desestabilizar instituições, afirmando que apenas exerce seu papel de fiscalizar o poder. Ele também move uma ação trabalhista por discriminação racial contra a PSNI.
Reações institucionais e declarações
A Met afirma manter diálogo com a NBPA e que tem advisers independentes, ressaltando que o foco institucional é a atuação com a NBPA da própria corporação. A Met informa que as decisões de Rowley não teriam relação com as alegações de manipulação de carreira feitas por George.
A PSNI disse que apoiou a extensão da segundação de George até outubro de 2025, destacando que o apoio foi pessoal ao longo do período e que não houve envolvimento nos processos disciplinares decorrentes de suas manifestações públicas. A polícia de Londres reforçou o valor da NBPA para a agenda de igualdade na corporação.
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