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Maçons buscam liminar contra política do Met que exige declaração de filiação

Freemasons acionam liminar na High Court contra a política da Polícia Metropolitana que obriga declarar filiação, alegando discriminação religiosa; audiência no próximo mês

The grand lodge in Covent Garden, London was first established in 1775.
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  • Freemasons protocolaram pedido de embargo de emergência no High Court para suspender a nova política da Met que exige que oficiais declarem filiação à organização.
  • Alegam discriminação religiosa e dizem que o comissário Sir Mark Rowley está “fazendo a lei na prática” sem consulta adequada.
  • a Metropolitan Police confirmou a contestação judicial e informou que houve consulta, com audiência provável no próximo mês.
  • A diretriz foi anunciada em dezembro para abordar conflitos de lealdade percebidos; uma pesquisa interna indicou que dois terços dos funcionários apoiaram a restrição.
  • O histórico tema envolve debates sobre a influência maçônica na polícia e investigações passadas, como o caso Daniel Morgan; a Met afirma que vai defender a mudança.

O grupo dos Freemasons protocolou uma petição de embargo de emergência no High Court contra a nova política da Polícia Metropolitana que exige que os oficiais informem se são membros da organização. A medida foi anunciada pela própria Met, que afirma que a obrigatoriedade busca manter a percepção de imparcialidade. A contestação ocorre poucas semanas após o anúncio da política, em um momento de debates sobre conflitos de interesse ligados a filiações.

Segundo a Met, a mudança foi baseada em um levantamento interno que aponta preocupações sobre a percepção pública de imparcialidade; dois terços dos respondentes apoiaram a restrição. A força policial sustenta que a norma é parte de um esforço mais amplo para restaurar confiança da sociedade na atuação policial.

A entidade britânica dos Freemasons sustenta que a política discrimina seus membros por motivos religiosos e que houve falha na consulta pública. O presidente executivo da grand lodge, Adrian Marsh, afirma que a consulta foi inadequada e que a norma é ilegal, injusta e viola direitos.

A Met confirmou que há uma contestação judicial e que a audiência está prevista para o próximo mês. O porta-voz ressaltou que a defesa será apresentada e que a alteração na política foi motivada por feedback sobre possíveis conflitos de lealdade.

Contornos jurídicos e próximos passos

Marsh afirma que a categoria de filiação religiosa dos Freemasons pode ser reconhecida como característica protegida por direitos humanos. A defesa da polícia indica que a medida pretende esclarecer relações de serviço que possam comprometer a neutralidade das ações.

A gravidade do caso envolve ainda investigações internas sobre a influência de redes de apadrinhamento e eventuais atos de corrupção. A Met aponta que não houve conclusão sobre vínculos comprovados entre filiação maçônica e crimes, destacando a necessidade de consulta adequada antes de decisões futuras.

A polícia disse que continuará defendendo a mudança, enquanto o processo corre no judiciário. Até o momento, não há data marcada para conclusão definitiva do tema, que segue sob avaliação judicial e monitoramento público.

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