- Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, foi entregue à Polícia Federal e retornou ao Brasil na noite de sexta-feira (26), após prisão no Paraguai.
- Ele chegou à aduana paraguaia algemado e com capuz, foi transferido para Cidade do Leste e depois levado pela PF a Foz do Iguaçu; a destinada transferência a Brasília ocorre neste sábado (27).
- O ministro Alexandre de Moraes decretou prisão preventiva por tentativa de fuga, baseada em diligências da PF que indicaram que o ex-diretor tentava deixar o país para driblar ordens judiciais.
- Vasques já havia sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 24 anos e seis meses de prisão pela participação na trama golpista de 2022; também havia sido condeno pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por uso político da estrutura da PRF durante a campanha.
- Ele já havia sido preso em 2023 e, posteriormente, liberado sob medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica.
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi entregue à Polícia Federal no Paraguai e chegou ao Brasil na noite desta sexta-feira, 26. Ele deixou Assunção após ser preso no Aeroporto Silvio Pettirossi e seguiu de carro até Cidade do Leste, onde passou pela aduana antes de cruzar a fronteira. Ao chegar à aduana paraguaia, Vasques foi algemado e com capuz, procedimento adotado pela polícia em casos de expulsão. Em seguida, foi entregue aos agentes federais e levado à sede da PF em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná; a transferência para Brasília está prevista para este sábado, 27.
Ao desembarcar no território brasileiro, Vasques permanece sob escolta policial até a capital federal, onde deverá cumprir determinação de prisão preventiva. A decisão de transferir o ex-diretor para Brasília partiu da Justiça após a PF indicar risco de fuga. O Superior Tribunal de Justiça (STF) havia condenado Vasques a 24,5 anos de prisão pela participação em uma tentativa de golpe de Estado durante as eleições de 2022.
Condenações anteriores
Vasques já havia sido condenado na Justiça Federal do Rio de Janeiro por uso político da estrutura da PRF durante a campanha eleitoral de 2022. A ação, movida pelo Ministério Público Federal, reconheceu uso de símbolos e da visibilidade institucional para favorecer a candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição, com multa superior a R$ 500 mil e sanções cíveis.
Contexto e desdobramentos
A decisão do STF, comunicada recentemente, apontou que Vasques integrou o denominado “núcleo 2” da organização criminosa envolvida no plano golpista, atuando para monitorar autoridades e tentar impedir a votação de eleitores no Nordeste por meio de ações da PRF no segundo turno. Vasques já havia sido preso em 2023, mas teve a soltura decretada posteriormente com medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica.
O ministro Alexandre de Moraes avaliou que as diligências da PF indicam tentativa de fuga para driblar ordens judiciais. Em decisão, Moraes descreveu que o réu não estava em seu apartamento no momento da diligência, utilizava veículo alugado e carregou o animal de estimação, entre outros indicativos de deslocamento para fugir.
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