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Ex-diretor da PRF Silvinei Vasques é preso no Paraguai tentando ir a El Salvador

Ex-diretor da PRF, condenado, foi preso no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador depois de romper a tornozeleira eletrônica

PF indicia Anderson Torres e Silvinei Vasques por prejudicar o deslocamento de eleitores na eleição de 2022 — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques foi preso no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador.
  • Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a vinte e quatro anos e seis meses de prisão em regime fechado por participação em uma organização que tentou manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas urnas, com direitos políticos suspensos e indenização coletiva de R$ 30 milhões.
  • Em outra ação, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região o condenou por improbidade administrativa por uso indevido da PRF para favorecer a candidatura de reeleição de Bolsonaro, com multa de cerca de R$ 546,6 mil e suspensão de contratar com o poder público por quatro anos.
  • Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica, deixou o Brasil sem autorização e foi detido no Aeroporto de Assunção; alertas de fronteira e a adidância brasileira no Paraguai foram acionados.
  • O histórico dele inclui natural de Ivaiporã, ingresso na PRF em mil novecentos e noventa e cinco, chefiando a PRF durante o governo federal e aposentadoria em dezembro de dois mil e vinte e dois; ocupou cargo na prefeitura de São José, mas pediu exoneração em dezembro de dois mil e vinte e cinco.

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, foi preso no Paraguai na sexta-feira (26) ao tentar embarcar para El Salvador. Segundo a Polícia Federal, ele rompeu a tornozeleira eletrônica, deixou o Brasil sem autorização judicial e seguiu para Assunção. A detenção ocorreu sob apuração das autoridades paraguaias, com alertas de fronteira acionados pelo Brasil.

A prisão acontece após Vasques ter sido condenado pelo STF a 24 anos e meio de prisão por participação em uma organização criminosa ligada a ações para tentar reverter o resultado das eleições de 2022. Além da pena, seus direitos políticos foram suspensos e ele é considerado inelegível. Os casos somam ainda uma condenação por improbidade administrativa, devido ao uso político da PRF em benefício de candidaturas.

Ao longo de 27 anos na PRF, Vasques chegou ao cargo máximo da instituição durante o governo anterior. Ele se aposentou voluntariamente em dezembro de 2022, após o pleito. Em seguida, ocupou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José (Grande Florianópolis), mas pediu exoneração em dezembro de 2025, após as condenações.

Prisão no Paraguai e encaminhamentos

De acordo com o diretor da PF, Andrei Rodrigues, Vasques ficou detido ao tentar deixar o país com um passaporte paraguaio que não correspondia à sua identidade. O ex-diretor foi apresentado às autoridades paraguaias e deverá ser expulso, com entrega ao Brasil.

Os processos indicam que Vasques promoveu ações para favorecer a candidatura à reeleição de Jair Bolsonaro, incluindo uso indevido da farda e símbolos da PRF, além de participação em eventos oficiais com pedidos de voto e a entrega de uma camisa com o número 22 ao então ministro da Justiça, antes do segundo turno.

Por fim, os autos apontam que Vasques atuou para dificultar o voto de eleitores na região Nordeste, por meio de operações da PRF no dia da eleição. A decisão do STF também o responsabiliza pela coordenação de ações que visavam a ruptura institucional e o monitoramento de autoridades públicas.

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