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Senado pede STF para não interferir no arcabouço fiscal

Senado afirma que o arcabouço fiscal é prerrogativa do Legislativo e teme interferência do STF, preservando as receitas próprias do Ministério Público da União

Edson Fachin, presidente do STF, discursa na abertura do ano Legislativo, ao lado de Alcolumbre, presidente do Senado. Em informação a ação sob relatoria de Alexandre de Moraes, advocacia da Casa pede que Supremo não interfira nas regras do arcabouço fiscal.
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  • O Senado pediu ao STF, por meio da advocate, que não interfira nas decisões do Congresso sobre o arcabouço fiscal, em ação que discute as receitas próprias do MPU ficarem fora do teto de gastos. A manifestação foi protocolada no dia 4.
  • O Núcleo de Assessoramento à Mesa afirma que juízes não são democraticamente eleitos e que decisões políticas devem ser tomadas pelo Legislativo em nome da comunidade.
  • Moraes já concedeu liminar favorável ao MPU, equiparando suas receitas próprias às do Judiciário para não ficarem sob o teto; a linha foi definida em ação movida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
  • O Senado sustenta que é legítimo o Legislativo estabelecer condicionamentos para atuar de forma responsável com as contas públicas e metas macroeconômicas.
  • O MPU é composto por quatro órgãos (MPF, MPT, MPM e MPDFT) e a estimativa para 2026 é de R$ 304 milhões em receitas próprias; a questão é se esses recursos devem entrar na limitação de despesas de até 2,5% acima da inflação.

O Senado Federal pediu ao ministro do STF Alexandre de Moraes que a Corte não interfira nas decisões do Congresso sobre o arcabouço fiscal. A ação envolve o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pede que as receitas próprias do Ministério Público da União fiquem fora da limitação de despesas do órgão. A manifestação foi protocolada nesta quarta-feira (4).

O Nassem afirma que o Estado Democrático de Direito requer um corpo legislativo legitimado para decisões políticas. Segundo o texto, juízes não são democraticamente eleitos e a democracia depende da participação igualitária dos cidadãos na esfera pública.

O STF já concedeu liminar em favor do MPU, reconhecendo a plausibilidade de tratar o Ministério Público de modo semelhante ao Judiciário, cuja receita própria já foi excluída do teto por decisão da AMB. O tribunal destacou que fundos especiais não devem ser incluídos no teto para não inviabilizar a Justiça.

Na decisão, Moraes sustenta que, ainda que haja responsabilidade fiscal entre poderes e entes, prender recursos de receitas próprias pode comprometer atividades essenciais da Justiça e autonomia do MP.

O Senado contesta, afirmando ser legítima a atuação legislativa para estabelecer condicionamentos a atos estatais, incluindo os de todos os Poderes, com foco na estabilidade fiscal e no cumprimento de metas macroeconômicas.

O Ministério Público da União é composto pelo MPF, MPT, MPM e MPDFT. A previsão de Gonet para 2026 é de 304 milhões de reais em receitas próprias. A disputa envolve se esse montante entra na limitação de crescimento de despesas de até 2,5% acima da inflação.

Para a advocacia do Senado, a interferência judicial nas funções típicas do Legislativo é aceitável apenas em situações excepcionais e permitidas pela Constituição, o que não ocorre no caso em análise.

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