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Defesa de Vorcaro cita privacidade e se recusa a informar senha à PF

Defesa de Vorcaro recusa senha do celular à Polícia Federal, alegando privacidade pessoal, durante acareação no STF

Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. Foto: Reprodução
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  • Defesa de Daniel Vorcaro recusou-se a informar a senha do celular do banqueiro durante acareação realizada no Supremo Tribunal Federal em dezembro, a pedido da Polícia Federal.
  • O conteúdo da oitiva estava sob sigilo, mas tornou-se público pelo STF nesta terça-feira.
  • O advogado Roberto Podval disse que a negativa visava proteger a privacidade pessoal, contestando o questionamento da delegada Janaína Palazzo sobre levantar o sigilo telemático.
  • Na acareação, Vorcaro e Paulo Henrique Costa apresentaram versões conflitantes sobre a origem das carteiras de crédito adquiridas pelo Master a partir de 2025; o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em 18 de novembro.
  • Vorcaro afirmou ter ciência de negociações envolvendo papéis da Tirreno, enquanto Costa acreditava que as carteiras seriam originárias do Master, com a investigação apontando possível irregularidade na emissão de ativos.

O que aconteceu: a defesa de Daniel Vorcaro recusou-se a informar a senha do celular do banqueiro após pedido da Polícia Federal durante acareação realizada no STF em dezembro. O objetivo era conquistar o sigilo do aparelho e evitar vazamentos.

Quem está envolvido: Vorcaro, dono do Banco Master, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, participaram da acareação. O advogado Roberto Podval conduziu a defesa e a delegada Janaína Palazzo explicou as diligências da PF.

Quando e onde ocorreu: a acareação ocorreu em dezembro no Supremo Tribunal Federal. A senha não foi revelada durante o depoimento.

Por quê: a defesa alegou preocupação com a privacidade pessoal do cliente e com possíveis vazamentos. A negativa foi apresentada após perguntas antecipadas terem sido veiculadas pela imprensa.

O que aconteceu a seguir: o conteúdo da oitiva, antes sob sigilo, tornou-se público nesta terça-feira 29 por determinação do STF. O advogado afirmou que o sigilo do celular não poderia ser rompido sem avaliação pela defesa.

Contexto da decisão: Palazzo havia dito que o sigilo era absoluto; Podval argumentou que o relaxamento de medidas cautelares não pode depender de uma troca de informações. A PF não confirmou se descriptografou o celular do investigado até o momento.

Sigilo e vazamentos

Durante a acareação, Vorcaro e Costa apresentaram versões distintas sobre a origem das carteiras de crédito adquiridas pelo banco a partir de 2025. Vorcaro afirmou ciência de negociações envolvendo papéis da Tirreno, empresa recém-inaugurada.

Costa afirmou acreditar que as carteiras teriam origem no Master, vendidas a terceiros e revendidas a clientes. As divergências reforçam o foco da investigação sobre a origem e a negociação dessas carteiras de crédito.

Contexto institucional

A apuração envolve um esquema de fraudes no sistema financeiro, com avaliação de ativos e substituição por itens sem adequada avaliação técnica. Em 18 de novembro, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Master, dificultando a continuidade de negociações da instituição.

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