- A Art UK concluiu um esforço nacional para documentar murais e arte de rua, criando uma “instantânea cultural sem precedentes” dessas expressões artísticas.
- O programa Murals Digitisation and Engagement, lançado em janeiro de 2024, registrou mais de 6.600 obras, levando o total catalogado no banco de dados da organização a mais de 21.000.
- O projeto, financiado principalmente pelo National Lottery Heritage Fund, percorre o Reino Unido, de Kirkwall, nas Orkney, até Penzance, na Cornualha, e abrange desde pinturas medievais em igrejas até murais contemporâneos de 2025.
- Entre as obras, destacam-se uma mosaico abstrato de 16 andares em Gosport e uma peça de 50 cm de altura em Aberdeen; 19% são commemorativas, 23% trazem animais e 11% referem-se à heritage e indústria locais.
- O programa contou com cerca de 90 voluntários de arte pública, que dedicaram quase 5.500 horas ao longo de dois anos, ajudando a registrar um dos formatos de arte mais acessíveis e democráticos.
Art UK concluiu um amplo levantamento nacional de murais e arte de rua, gerando um retrato cultural abrangente de uma forma de arte amplamente acessível. O projeto Murals Digitisation and Engagement Programme começou em 2024 e já catalogou mais de 6.600 obras, elevando para mais de 21.000 o total de obras públicas externas registradas no banco de dados da organização.
A iniciativa é financiada principalmente pelo National Lottery Heritage Fund e percorre o Reino Unido, de Kirkwall, nas Orcadas, até Penzance, em Cornwall. O conjunto inclui desde pintura mural medieval de igrejas até obras contemporâneas de 2025, algumas ainda em andamento. A maior peça tem 16 andares e fica em Gosport, Hampshire.
Entre os registros, há trabalhos tão pequenos quanto 50 cm, como uma figura masculina em uma caixa de utilidades em Aberdeen. A maior peça, entretanto, é um mosaico abstrato de 16 andares. Aproximadamente 19% das obras são commemorativas, marcando vitórias esportivas e momentos de luto coletivo.
Ao todo, a iniciativa mapeou imagens de animais em 23% das murais, além de referências à herança local e indústria em 11% dos casos. Outros temas incluem mudanças climáticas, natureza e coesão social, mostrando diversidade de narrativas urbanas.
A operação depende de uma rede de cerca de 90 voluntários de arte pública. Segundo a diretora adjunta Katey Goodwin, muitos foram recrutados em 2017, pela parceria com a Royal Photographic Society, para fotografar esculturas públicas no país.
No balanço, os voluntários dedicaram quase 5.500 horas ao projeto ao longo de dois anos. O executivo-chefe Andrew Ellis destacou o valor do trabalho, que preserva uma forma de arte diária e de acesso público, ao mesmo tempo que estimula o debate.
A reportagem destaca que, apesar de haver mais homens do que mulheres em murais nomeados, a diversidade é maior do que na escultura pública, com presença de pessoas do Global South, lideranças comunitárias e ativistas. Braços de articulação e participação aparecem como ganho do processo.
A ideia é seguir o trabalho até 2026, ampliando a cobertura para murais internos e aperfeiçoando recursos educativos, como filmes, atividades escolares e descrições em áudio. A continuidade depende de financiamento e parcerias locais.
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