- Os preços do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira, 2, com o Brent para entrega em agosto em 96 dólares o barril e o WTI para julho em 93,76 dólares, subindo 1,07% e 1,74%, respectivamente.
- O movimento acompanha um repique iniciado na véspera pela ausência de avanços para encerrar o conflito no Oriente Médio.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os diálogos com o Irã seguem “sem interrupção”, mas os investidores permaneceram cautelosos.
- Teerã exige que qualquer acordo com Washington inclua o fim das hostilidades no front libanês, onde Israel continua a bombardear.
- O Estreito de Ormuz permanece praticamente bloqueado pelo duplo bloqueio dos EUA e do Irã, dificultando a navegação de cerca de 20% do petróleo mundial; Marco Rubio afirmou que Washington pode suspender o bloqueio aos portos iranianos se Teerã permitir livre navegação em Ormuz.
O petróleo fechou em alta nesta terça-feira, 2 de julho, com o Brent ganhando 1,07% e chegando a 96 dólares por barril para entrega em agosto, enquanto o WTI subiu 1,74%, para 93,76 dólares por barril para entrega em julho. A sessão prolongou o repique iniciado na véspera devido à falta de avanços para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Operadores haviam, no fim da semana passada, dito que havia expectativa de um cessar-fogo duradouro entre os Estados Unidos e o Irã. A percepção de que esse acordo não foi alcançado ajudou a manter a pressão de altas nos preços, conforme analistas.
Apesar de o presidente americano, Donald Trump, afirmar que os diálogos com Teerã seguiam “sem interrupção”, os desvios no caminho diplomático não trouxeram tranquilidade suficiente aos mercados. Investidores monitoram as condições para qualquer acordo que inclua questões regionais.
A exigência de Teerã sobre o fim das hostilidades no front libanês, onde Israel permanece com bombardeios, aparece como um ponto central nas negociações. A instabilidade regional permanece entre os principais determinantes das oscilações.
No Estreito de Ormuz, a passagem de navios continua praticamente inviável devido ao bloqueio conjunto de Estados Unidos e Irã, dificultando o fluxo de petróleo e gás que abastece o mercado global. A situação geopolítica segue como fator de risco para a oferta.
Além disso, o chanceler americano, Marco Rubio, sinalizou que Washington estaria disposto a suspender o bloqueio aos portos iranianos caso Teerã permita livre navegação em Ormuz. A declaração não representa, contudo, confirmação de um acordo imediato.
As informações destacam que, mesmo com declarações de diálogo, a incerteza sobre negociações EUA-Irã mantém a volatilidade nos mercados de energia. O futuro imediato dependerá de avanços ou entraves diplomáticos e da evolução da situação no Oriente Médio.
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