- Três superpetroleiros cruzaram o Estreito de Ormuz com 6 milhões de barris de petróleo bruto do Oriente Médio, a caminho de mercados asiáticos, depois de ficarem no Golfo Pérsico por mais de dois meses.
- O VLCC Universal Winner, com 2 milhões de barris do Kuwait, partiu do estreito em 4 de março e segue para Ulsan, na Coreia do Sul, com descarregamento previsto para 9 de junho.
- A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã reduziu drasticamente o tráfego no estreito, que normalmente registra entre 125 e 140 passagens diárias, mas tem apresentado média de cerca de 10 navios.
- Navios-tanque de petróleo representam uma pequena parcela do volume atual, com outros tipos de embarcações também circulando pelo Golfo nas últimas 24 horas.
- Associações do setor emitiram novas orientações para a navegação, destacando riscos de ataques, drones, minas, congestionamento e supervisão militar reduzida.
Três superpetroleiros cruzaram o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira com destino aos mercados asiáticos, após ficarem mais de dois meses no Golfo Pérsico. No total, moviam 6 milhões de barris de petróleo bruto do Oriente Médio a bordo, segundo dados de navegação da LSEG e da Kpler.
A navegação ocorre em um momento de tensão regional, após a guerra entre EUA e Israel contra o Irã ter reduzido o tráfego pelo estreito, que costuma representar cerca de um quinto da oferta global de petróleo. Navios-tanque já enfrentam maior risco de ataques e interrupções.
O VLCC Universal Winner, bandeira sul-coreana, transportava 2 milhões de barris provenientes do Kuwait e partiu do estreito após a saída de dois navios-tanque chineses. A carga está prevista para descarregar em Ulsan, na maior refinaria da SK Energy, em 9 de junho. A SK Energy não comentou.
Riscos operacionais ainda persistem. O tráfego pelo estreito caiu para cerca de 10 navios nas últimas 24 horas, entre eles navios-tanque de petróleo, segundo a Reuters e dados de rastreamento. O Centro Conjunto de Informações Marítimas destacou alto risco operacional.
Riscos e orientações
Associações do setor emitiram novas diretrizes para navegação, apontando ataques, drones, minas e congestionamento como perigos. A supervisão militar reduzida também é citada como fator de insegurança para o tráfego que hoje permanece muito abaixo do normal.
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