- A América Latina e o Caribe responderam por 11% da produção mundial de petróleo e cerca de 6% do gás natural em 2025, segundo a Olacde.
- A produção de petróleo na região cresceu 20% em relação a 2024, impulsionada pela guiana e pela liderança do Brasil.
- Brasil, México, Venezuela, Guiana, Argentina, Colômbia, e Equador concentram 87% da produção regional, com cada um com participação superior a 5%.
- Cerca de 46% da produção petrolífera regional foi destinada às exportações, principalmente para China (31%), Estados Unidos (18%) e União Europeia (15%).
- No gás natural, a produção aumentou 10% em 2025; 16% das exportações, com os Estados Unidos respondendo por 59% das importações regionais.
O Brasil e outras sete nações da América Latina e do Caribe respondem por 87% da produção regional de petróleo, conforme estudo da Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (Olacde). Em 2025, a região respondeu por 11% da produção mundial de petróleo e 6% do gás natural.
Segundo o relatório Panorama 2025, a produção de petróleo na ALC cresceu 20% em relação a 2024, impulsionada pela Guiana e pela liderança do Brasil. O total mundial de petróleo ficou em 35,937 bilhões de barris; o gás, em 4,261 trilhões de m³.
Brasil, México, Venezuela, Argentina, Colômbia, Guiana e Equador somam 87% da produção regional, com cada país acima de 5% do total. Entre os maiores produtores, o Brasil aparece com 3,770 milhões de barris/dia; México, 1,670 milhão; Venezuela, 1,081 milhão.
A lista de países com maior produção em 2025 inclui, além de Guiana e Argentina, Colômbia, Equador e Peru, com participações menores, mas ainda expressivas na soma regional. A participação de cada país varia, mantendo o peso da região no cenário global.
No ano passado, 46% da produção de petróleo da ALC foi destinada a exportações. China recebeu 31% das vendas, Estados Unidos 18% e União Europeia 15%. O padrão revela maior integração com mercados asiáticos.
Essa tendência reforça a relação crescente entre a ALC e a China e outros mercados asiáticos, segundo a Olacde. A instituição aponta que, apesar da eletrificação, o petróleo e o gás devem permanecer relevantes na matriz energética regional nas próximas décadas.
Panorama do gás natural
A produção regional de gás natural avançou 10% em 2025 ante 2024, com Argentina e México na liderança. Cerca de 16% da produção foi exportada, enquanto o consumo interno destinou-se à geração elétrica e à indústria nos países não produtores.
O comércio exterior de gás natural mostrou forte dependência de importações extrarregionais, com os Estados Unidos respondendo por 59% dessas importações. O fluxo é principalmente para o México; Trinidad e Tobago destacou-se como fornecedor intrarregional de GNL.
Entre as exportações, 39% partiram rumo à Turquia, majoritariamente do Brasil; 36% seguiram para mercados intrarregionais; 24% chegaram a países asiáticos, excluindo a China. A Olacde ressalta uma estrutura de abastecimento marcada por dependência dos EUA como fornecedor e por uma orientação exportadora para mercados específicos.
Entre na conversa da comunidade