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Emiratos Árabes Unidos duplicam a capacidade da única alternativa a Ormuz

Emiratos Árabes Unidos acelera duplicação da capacidade do oleoduto para Fujairah, abrindo saída alternativa a Ormuz diante do fechamento prolongado

Un petrolero, amarrado la semana pasado en el puerto de Fujairah.
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  • Emiratos Árabes Unidos acelera a duplicação da capacidade de exportação pelo oleoduto Habshan–Fujairah, de menos de 1,8 milhão para cerca de 3 milhões de barris por dia, por causa do fechamento do estreito de Ormuz.
  • O oleoduto permite que o país venda crude mesmo com a rota marítima principal fechada há semanas, mitigando o impacto sobre as receitas petrolíferas.
  • As obras devem terminar no próximo ano, antecipando o cronograma original, em meio à decisão recente do país de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
  • A ampliação oferece novas opções de exportação para quando Ormuz reabrir, mantendo o volume exportável mesmo diante do cerco ao estreito.
  • Dados regionais: apenas Emiratos Árabes, Arábia Saudita e Omã exportam volumes significativos desde março; Kuwait, Iraque, Qatar e Bareín dependem praticamente de Ormuz, com Iraq buscando apoio do FMI e do Banco Mundial.

Emiratos Árabes Unidos acelerará a duplicação da capacidade do oleoduto que desvia do Estreito de Ormuz, diante do fechamento prolongado da rota marítima. A ampliação visa levar a exportação por Fujairah, no Golfo de Omã, a cerca de 3 milhões de barris por dia. A iniciativa ocorre em meio a nove semanas de interrupção no tráfego pelo estreito.

O Habshan-Fujairah, primeira e única saída adicional para o petróleo dos Emirados, deverá ampliar a sua capacidade de pouco menos de 1,8 milhão para aproximadamente 3 milhões de bpd. A medida aliviará a dependência do canal estratégico e amenizará o impacto sobre a economia local e de compradores globais.

A aceleração do projeto foi anunciada nesta sexta-feira, com conclusão prevista para o próximo ano. Embora as obras já estivessem planejadas, o cronograma foi ajustado para acelerar a substituição do tráfego marítimo pelo tubo, em resposta ao cerco de Ormuz.

Mudança de cenário regional

Emiratos Árabes Unidos e Arábia Saudita, ao lado de Omã, são os principais produtores do Golfo que mantêm exportações significativas desde março, quando começaram as interrupções no estreito. Kuwait, Iraque, Qatar e Bahrein dependem quase plenamente do canal para exportação de petróleo e gás, elevando a vulnerabilidade econômica dos estados vizinhos.

Iraque informou, nesta semana, ter buscado apoio financeiro com o FMI e o Banco Mundial para enfrentar o fechamento prolongado de Ormuz. A medida evidencia a preocupação regional com as consequências do bloqueio marítimo e a necessidade de alternativas estáveis.

O setor segue monitorando a evolução dos conflitos, já que o estreito permanece fechado há várias semanas, enquanto negociações e planos de contingência estão em curso entre países produtores e compradores. O canal adicional de Fujairah, operado pelo Habshan-Fujairah, aparece como uma peça-chave nesse contexto.

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