- A Arábia Saudita, por meio da Aramco, alerta que a perturbação no mercado de petróleo pode durar até 2027 se o Estreito de Ormuz permanecer fechado, segundo o CEO Amin Nasser.
- A empresa registrou lucro no primeiro trimestre, com receita líquida ajustada de 126 bilhões de riais (US$ 33,6 bilhões), impulsionada por preços mais altos e redirecionamento de exportações pelo oleoduto Leste-Oeste.
- As exportações do reino tiveram recuperação parcial, com o porto de Yanbu respondendo por cerca de 60% das exportações pré-guerra; o volume total de petróleo bruto vendido no trimestre também subiu em relação ao ano anterior.
- A Aramco manteve o dividendo trimestral em US$ 21,9 bilhões; o fluxo de caixa livre ficou em US$ 18,6 bilhões; a alavancagem subiu para 4,8% no trimestre.
- O mercado permanece volátil, com o petróleo próximo de US$ 100 o barril e alguns carregamentos ainda sendo encaminhados pelo Estreito, apesar do redirecionamento.
A Saudi Aramco afirmou que o mercado mundial de petróleo pode enfrentar uma perturbação prolongada até 2027, devido ao fechamento quase total do Estreito de Ormuz. A empresa aponta que a retomada rápida dos fluxos seria suficiente para reequilibrar o mercado em meses, mas a manutenção de restrições pode estender o impacto.
Ao mesmo tempo, a estatal informou lucro elevado impulsionado pelos preços da commodity e pela capacidade de redirecionar exportações por meio de um oleoduto que contorna o Estreito. A Redireção mostrou ser uma ferramenta estratégica para mitigar parte dos quebras de suprimento.
A Aramco divulgou resultados do primeiro trimestre com receita líquida ajustada de 126 bilhões de riyais (US$ 33,6 bilhões), avanço de 26% ante o mesmo período do ano anterior. O desempenho superou expectativas de analistas, com venda maior de petróleo bruto, combustíveis e químicos.
A direção destacou que o fluxo de carga aumentou após o início do conflito no Oriente Médio, com o Yanbu ganhando destaque como porto alternativo. Mesmo assim, as exportações de Yanbu permanecem abaixo do patamar pré-guerra, segundo a empresa.
Dados de rastreamento indicam que as exportações observáveis cresceram de 3,6 milhões para quase 4 milhões de barris por dia entre março e abril, alimentando a reconfiguração logística no reino. A Aramco também apontou que parte dos carregamentos via Ormuz continua circulando, com rastreadores frequentemente desligados.
A companhia reiterou que a visão de longo prazo exige maior resiliência energética e investimentos adicionais. O executivo afirmou que o mercado global permanece limitado e que é necessário planejamento para reduzir vulnerabilidades no sistema de suprimento.
Entre na conversa da comunidade