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Aramco e Adnoc seguem exportando petróleo por Ormuz sob pressão iraniana

Aramco e Adnoc mantêm exportação de petróleo pelo Estreito de Ormuz, apesar da pressão do Irã, com cargas movimentadas sem visibilidade total dos radares

(Fonte: Dados compilados pela Bloomberg)
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  • Aramco, da Arábia Saudita, e Adnoc, dos Emirados Árabes Unidos, continuam movendo petróleo pelo Estreito de Ormuz apesar da pressão do Irã desde o início de março, segundo pessoas próximas ao assunto entrevistadas pela Bloomberg News.
  • Os fluxos globais permanecem baixos em relação ao pré-crise, com grande parte das travessias ocorrendo com transponders desligados para evitar detecção.
  • A Adnoc já enviou petróleo bruto e outros combustíveis pelo estreito, incluindo o Upper Zakum, com saída de Zirku, chegando a transferir carga para o Maran Mars em águas próximas a Omã para seguir à China.
  • Um segundo superpetroleiro da Adnoc foi afretado para carregar entre 15 e 17 de maio, com entrega na Ásia, enquanto outros navios permanecem retidos ou parados no Golfo.
  • A operação ocorre em meio a ataques no Oriente Médio e a um aumento do custo de frete; a maior parte das embarcações é operada pela japonêsa Sinokor, com várias travessias ocorrendo sem visibilidade total.

A Aramco, estatal saudita, e a Adnoc, de Emirados Árabes Unidos, continuam movendo cargas de petróleo pelo Estreito de Ormuz, mesmo com a pressão de Irã para fechar a passagem. Fontes familiarizadas com o tema, ouvidas pela Bloomberg News, indicam que as pesquisas e operações seguem ativas desde o fechamento prático da rota pelo Irã há quase 10 semanas. A Aramco não comentou o assunto e a Adnoc não respondeu a pedidos de comentário.

As empresas mostram que parte da oferta global ainda consegue chegar aos mercados, mesmo com o estreito fechado. A maior parte das travessias ocorre com transponders desligados para evitar detecção, refletindo o alto risco imposto pela situação no Golfo. Analistas destacam que o volume total transportado é apenas uma fração do que era antes do conflito.

Entre os navios afetados, a Adnoc foi uma das primeiras a enviar cargas pelo estreito, incluindo petróleo bruto Upper Zakum. Em abril, um superpetroleiro com petróleo de Abu Dhabi atravessou Ormuz com transponder desligado, transferindo a carga para outra embarcação fora da região. O trajeto seguiu para águas próximas a Sohar, com destino à China.

Até esta quinta-feira, o Fujairah Energy, outro superpetroleiro ligado à Adnoc, ainda operava no Golfo com parte da carga recebida de Zirku por transferência entre navios. A embarcação teria sido fretada provisoriamente para carregar entre 15 e 17 de maio com entrega na Ásia, segundo contratos vistos pela Bloomberg. A empresa Sinokor, com atuação no Golfo, controla esses navios.

Dados de rastreamento indicam movimento adicional de combustíveis no porto de Hamriyah, nos Emirados, onde derivados armazenados transferiram cargas para navios-tanque destinados a exportação. Em março, um carregamento de nafta foi retirado de Hamriyah e cruzou Ormuz em maio, sem confirmação sobre o agente responsável.

Fontes enfatizam que várias companhias enfrentam o estreito mesmo com os riscos, incluindo empresas gregas que também desligam transponders para atravessar. Relatórios indicam que o fluxo de petróleo bruto não iraniano por Hormuz caiu para cerca de 500 mil barris por dia desde março, em comparação com a média de 13,6 milhões antes do conflito.

Em relação aos navios envolvidos, observa-se que 25 petroleiros cruzaram a via, de tamanhos que variam de VLCCs a navios Aframax, com grande parte sendo operada pela Dynacom, empresa de Atenas. A movimentação continua a refletir uma tentativa de manter parte do abastecimento global apesar das ações iranianas.

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