- Governo pretende aprovar até o fim do ano o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, de 15% para 16% (B16), com testes iniciando neste mês.
- Os ensaios terão cerca de R$ 30 milhões financiados pelo Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia (FNDCT), com participação privada, para verificar impactos técnicos nos veículos.
- A comprovação da viabilidade técnica é condição para o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deliberar sobre o aumento da mistura.
- A estrutura atual para os testes envolve 11 laboratórios mecânicos, cinco laboratórios fisioquímicos e seis bancadas de ensaio; se a capacidade operacional for ampliada, os testes podem terminar antes do prazo previsto.
- O tema ganhou força após defesa pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; a legislação prevê aumento gradual da biodiesel no diesel até 2030, com possibilidade de chegar a 20% e também há testes em andamento para o etanol anidro na gasolina em E32.
O governo pretende aprovar até o fim do ano o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, passando de 15% para 16% (B16). O objetivo é ampliar a participação de biocombustível na matriz energética do transporte no Brasil.
A previsão é iniciar, ainda em maio, testes para avaliar impactos da elevação da mistura nos veículos em circulação. O estudo terá custo de cerca de R$ 30 milhões, financiados pelo FNDCT, com aporte de recursos privados.
A comprovação técnica da viabilidade é condição para o CNPE deliberar sobre o aumento. Hoje, a estrutura de testes envolve 11 laboratórios mecânicos, cinco laboratórios fisioquímicos e seis bancadas de ensaio.
Os técnicos ressaltam que, se a capacidade operacional for expandida, os testes podem ser concluídos antes do prazo. O uso dos recursos do FNDCT visa acelerar a avaliação.
Contexto e aspectos técnicos
O debate sobre o tema ganhou força após defesa pública do presidente Lula no mês passado. O governo vê o biodiesel como parte de metas da Política de Combustíveis do Futuro.
Segundo a legislação, a elevação gradual da mistura ocorre em um ponto percentual por ano, com possibilidade de chegar a 20% até 2030. O E32, aumento de etanol na gasolina, está em fase de viabilidade.
Não há data definida para a próxima reunião do CNPE sobre o tema, mas técnicos afirmam que o cenário macroeconômico é favorável à mudança, caso haja aprovação técnica.
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