- Traders asiáticos de óleo combustível enfrentam dificuldades para obter fontes alternativas, pois a guerra no Irã restringe embarques pelo Estreito de Hormuz, levando a buscas por suprimentos no Ocidente.
- As exportações de óleo combustível via Hormuz caíram, com operários estimando que os trânsitos estão cerca de 90% menores do que na semana passada; volumes para a Ásia costumam emitir cerca de 246 mil barris por dia.
- O óleo combustível com alto teor de enxofre para bunkers em Singapura teve alta superior a quarenta por cento desde o início da guerra; o combustível com baixo teor de enxofre também subiu mais de trinta por cento.
- Fontes possíveis de abastecimento ocorrem nos Estados Unidos, México e, eventualmente, Venezuela, mas volumes ainda são insuficientes; o petróleo russo continua sob sanções, limitando a disponibilidade.
- Se cair o fornecimento iraniano de HSFO, produtores independentes de asfalto na China podem puxar mais óleo combustível de linha direta da Rússia, reduzindo ainda mais a disponibilidade no Estreito de Singapura.
A procura por óleo combustível na Ásia aumenta a pressão sobre o abastecimento, à medida que a guerra no Irã reduz volumes de exportação vindos do Oriente Médio pelo estreito de Hormuz. O impacto é sentido em portos de bunkering, especialmente em Cingapura, elevando custos de reabastecimento para navios e empresas de transporte.
Traders dizem que a oferta de óleo combustível de alto teor de enxofre (HSFO) deve sofrer mais cortes diante da menor passagem de cargas pelo estreito. O fluxo típico de 1,2 milhão de toneladas mensais para a Ásia caiu acentuadamente, com trânsito de navios cerca de 90% menor na última semana, segundo dados da Kpler.
A suba de preços já é observada em Cingapura, maior hub de reabastecimento marítimo. Houve elevação de mais de 40% no HSFO entregue, e de cerca de 30% no óleo de baixo teor de enxofre, desde o início do conflito. Gasodutos de fontes ocidentais aparecem como alternativas, mas com custos de fretamento elevados.
Alguns suprimentos poderiam vir de refino ocidental, porém as altas tarifas de tanqueres tornam a operação economicamente viável duvidosa. Países como Estados Unidos, México e Venezuela são citados, mas volumes ainda não cobrem a demanda. A Rússia segue sob sanções, limitando influência de suas cargas.
Mesmo com sanções sobre o óleo iraniano, questões com ordens de compra continuam no radar de compradores chineses, que reduzem, parcialmente, as importações. A troca de fornecedores tem levado as empresas a buscar, entre os asiáticos, refinarias regionais, ainda que com recuo de produção.
Especialistas indicam que qualquer recuo adicional do HSFO iraniano pode ampliar a concorrência por cargas de fora, aumentando a pressão sobre a oferta no estreito de Hormuz. A dinâmica de abastecimento deve provocar reajustes adicionais nos preços em Cingapura.
Entre as constatações, há estoque onshore em Cingapura mantido estável, além de volumes guardados em navios. Contudo, traders apontam que os estoques devem encolher nas próximas semanas, à medida que a demanda por fronteiras de abastecimento se intensifica.
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