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Conflito no Irã interrompe fornecimento de petróleo a países asiáticos

Conflito com Irã corta fluxos de petróleo para a Ásia, eleva fretes e custos, enquanto navios se mantêm afastados do Golfo, aumentando riscos de abastecimento

JX Nippon Oil & Energy Corp's Eneos brand logo on a tanker lorry in a train at a station nearby its refinery in Yokohama
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  • A crise envolvendo o Irã está interrompendo o fluxo de petróleo para vários países asiáticos, com navios retidos no Golfo e custos de crude e frete em alta.
  • O Estreito de Hormuz, passagem-chave para cerca de 20% da produção global de petróleo, tem volumes de trânsito já reduzidos devido ao risco.
  • Seguradoras cancelaram a cobertura de risco de guerra, e as cotações de frete devem subir conforme os navios evitam o estreito.
  • Japão e Índia já apontam impactos: japoneses buscam suprimentos fora do Golfo; Índia estuda usar petróleo russo se a crise durar mais de 10–15 dias.
  • A demanda por gás natural liquefeito pode sofrer aperto na região, atingindo principalmente Paquistão, Índia e Bangladesh.

O conflito envolvendo Irã amplia disrupções no abastecimento de óleo para países asiáticos. Navios ficaram retidos no Golfo e custos de petróleo e frete sobem, segundo fontes do setor e analistas.

A condução do petróleo na região fica pressionada pelo confronto entre EUA e Israel de um lado e Irã do outro. Cerca de 20% da produção global de petróleo percorre o Estreito de Hormuz, ponto-chave de saída do Oriente Médio.

À medida que ataques de domingo danificaram três petroleiros e mataram um tripulante, quase 200 navios buscaram ancoragem para evitar riscos. Nesta segunda, seguradoras suspenderam coberturas de risco de guerra e fretes podem disparar.

Analistas do Citi dizem que o Irã não fechou oficialmente o estreito, mas a aversão ao risco já reduz volumes de tráfego de embarcações na região. O Brent e o WTI registraram altas de até 13% durante o dia.

No Japão, o porta-voz do governo informou que alguns cargueiros com destino ao país aguardam no Golfo Pérsico para evitar o Hormuz. Empresas japonesas já sentem impactos: Itochu vê efeitos nas remessas de petróleo e produtos do Golfo, enquanto a Eneos monitora o cenário e avalia aquisições futuras.

Olanço na logística também respinga na Índia, maior consumidor de petróleo da região. Refinarias do país discutem alternativas, incluindo a possibilidade de adquirir petróleo russo se o impasse prolongar-se por mais de 10 a 15 dias.

Além disso, a ameaça ao fornecimento de LNG se intensifica. Analistas destacam que Japão, China e outras nações dependentes podem buscar fornecedores alternativos ou reduzir demanda via mudança de combustível.

Ocasionalmente, a situação pode levar a intervenções de reserva estratégica. A IEA ressalta a importância de estoques equivalentes a 90 dias de importações líquidas, embora o Japão ainda não tenha planos imediatos de liberar reservas significativas.

A Pertamina, estatal indonésia, confirmou medidas de mitigação de riscos e tem ajustado operações de refino para manter o abastecimento de combustível e GLP, diante da maior demanda na região Sudeste Asiático.

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