- Profissionais venezuelanos em Calgary, Edmonton e Fort McMurray ajudaram a desenvolver as operações de arenito de petróleo no Canadá, conectando-se ao cinturão de Orinoco e fortalecendo o setor.
- Uma das fases mais expressivas ocorreu entre 2001 e 2010, após o regime de Hugo Chávez e uma greve na PDVSA, levando especialistas a ocupar cargos seniores na indústria de óleo pesado.
- Destaques incluem Pedro Pereira, que liderou pesquisa em nanociência para aplicações em arenito bituminoso, e Lino Carrillo, que contribuiu com experiência em processamento e refino.
- Os expatriados ajudaram o Canadá a se tornar o maior produtor mundial de óleo pesado, preenchendo lacunas de conhecimento com décadas de experiência.
- Mesmo com a possível retomada da indústria venezuelana, a maioria dos expatriados não deve retornar: hoje pessoas com pelo menos 55 anos já estão estabelecidas no Canadá, e investidores norte-americanos permanecem cautelosos com projetos de longo prazo na Venezuela.
O que aconteceu: venezuelanos que ajudaram a desenvolver as oil sands do Canadá enxergam retorno ao país de origem como improvável, mesmo diante de movimentos de política energética na região. A transformação do setor canadense ocorreu em meio a uma virada global de produção de óleo pesado.
Quem está envolvido: profissionais venezuelanos que migraram para cidades como Calgary, Edmonton e Fort McMurray ajudaram a impulsionar a indústria de óleo pesado no Canadá, aproveitando a semelhança entre o óleo produzido no Orinoco Belt e nas oil sands.
Quando e onde: o eixo migratório começou no início dos anos 2000, com ondas subsequentes, principalmente entre 2001 e 2010. Hoje, as histórias se concentram em Calgary e regiões de Alberta, no Canadá, longe das condições do país de origem.
Por quê: a migração ocorreu em função de perseguição política e crise econômica na Venezuela, acentuadas após o regime de Hugo Chávez e uma greve da PDVSA, que derrubou parte da produção do país.
Contexto histórico
A década de 2000 viu o Canadá tornar-se o maior produtor mundial de óleo pesado, impulsionado por engenheiros, geólogos e químicos venezuelanos. Muitos assumiram cargos de alto nível em empresas de energia e conduziram pesquisas aplicadas às oil sands.
Impacto profissional
Sobrecarregados pela demanda por expertise, esses expatriados integraram equipes-chave, encurtando trajetórias de desenvolvimento no setor. Um ex-funcionário da PDVSA hoje lidera projetos de pesquisa em caldeiras e nanotecnologia aplicadas ao refino de óleo.
Perspectivas de retorno
Ainda que haja interesse de apoiar a recuperação venezuelana, a maioria dos profissionais entrevistados afirma que não espera retornar tão cedo. Idade, estabilidade de carreira e vínculos estabelecidos no Canadá favorecem permanência.
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