- Pesquisadores do MIT desenvolveram um catéter com nanosensores de nanotubos de carbono para detectar o biomarcador NMP-22 no interior da bexiga, perto de tumores.
- A abordagem é quase cinquenta mil vezes mais sensível que a urinalise e permite mapear a localização do tumor por meio de imagens químicas.
- Em testes em bexigas de animais, sinais fluorescentes dos sensores indicaram a localização do tumor dentro do revestimento da bexiga.
- O dispositivo usa uma lente de bola no ponta do catéter, que gira 360 graus para emitir laser e captar a fluorescência, gerando um mapa da presença do biomarcador.
- A expectativa é tornar o diagnóstico mais rápido e possível de fazer no consultório, com potencial para detectar recidivas antes do que a citoscopia tradicional.
Um sensor desenvolvido por pesquisadores do MIT pode permitir a detecção mais precoce do câncer de bexiga. O método usa um cateter revestido com nanotubos de carbono capaz de captar biomarcadores produzidos por células cancerígenas na bexiga. A abordagem mostra sensibilidade superior a métodos atuais.
O estudo aponta que o sensor pode identificar níveis muito baixos da proteína NMP-22, já usada como biomarcador de bexiga. Em animais, sinais fluorescentes gerados pelos sensores ajudaram a localizar o tumor na mucosa da bexiga, gerando uma imagem química.
O dispositivo combina um cateter urinário com nanotubos sensíveis e um microprisma de lente que gira 360 graus. Ao emitir laser e captar a luz fluorescente, é possível mapear a localização do biomarcador detectado.
Detalhes técnico-científicos
A tecnologia baseia-se em nanotubos de carbono revestidos com “anticorpos sintéticos” que interagem com alvos específicos. A presença do analito provoca mudança na emissão de fluorescência, gerando uma “imagem química” da região tumorosa.
Os resultados indicam sensibilidade cerca de 180 vezes maior do que a urina comum, ao detectar biomarcadores no local de produção. A equipe estima que tumores pequenos, de 16 milímetros quadrados, já poderiam ser identificados precocemente.
Caminhos futuros e uso clínico
Pesquisadores trabalham para tornar o sistema mais compacto e compatível com consultórios médicos. Há planos de integrar o sensor a um cystoscópio, para visualização das células na mucosa da bexiga.
O objetivo é melhorar o monitoramento de pacientes já tratados para bexiga, reduzindo recorrências e custos. A técnica poderia superar a cistoscopia anual como método de detecção precoce, segundo os autores.
Contexto e parcerias
O estudo foi liderado por Michael Strano, professor no MIT, com Wonjun Yim e Hohyung Kang entre os autores. A pesquisa contou com apoio de institutos como Koch Institute, Dana-Farber/Harvard Cancer Center e financiamentos da Schmidt Science Fellowship e NSF.
Especialistas externos ressaltam o potencial de diagnóstico rápido e menos invasivo, com aplicações que podem avançar também para outras doenças ao adaptar os sensores. A equipe enfatiza que a tecnologia pode favorecer diagnóstico e tratamento mais ágeis.
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