- Um fêmico parasita conhecido como New World screwworm foi confirmado em um bezerro no sul do Texas, a cerca de 50 milhas da fronteira com o México.
- O caso é o primeiro em seis décadas em gado dos EUA e ocorre em um momento em que os preços da carne estão em patamar recorde.
- As larvas da mosca se alimentam de sangue e carne; não há risco para a alimentação humana, mas a infestação pode afetar rebanhos caso se espalhe.
- A USDA e autoridades texanas vinham alertando sobre a progressão da praga pelo México; em março foi anunciada a construção de uma nova instalação de produção de moscas estéreis em Edinburg, no Texas.
- Anos anteriores registraram casos isolados no estado de Maryland e nas Florida Keys, mas as autoridades dizem que, no momento, não há evidência de estabelecimento generalizado da praga nos EUA.
O Departamento de Agricultura dos EUA confirmou o primeiro caso da larva da mosca New World screwworm (NWS) em gado desde a década de 1960. Um bezerro no sul do Texas, a cerca de 80 km da fronteira com o México, foi diagnosticado nesta semana, segundo autoridades agrícolas.
A detecção ocorre após mais de um ano de alertas sobre a progressão do parasita pelo México. A larva se alimenta do sangue em animais de sangue quente, e a presença em grandes rebanhos pode se propagar rapidamente, aumentando o risco para a pecuária.
O caso no Texas representa preocupação para a indústria de carne, que já enfrenta preços elevados. A doença não altera a segurança alimentar, mas pode causar perdas econômicas significativas se se espalhar entre rebanhos de gado e aves.
Situação e resposta
A Secretaria de Agricultura do Texas, representada por Sid Miller, afirma que não há risco de infestaçao em massa e que este é o primeiro caso confirmado no estado desde 1966. A confirmação preocupa autoridades diante de episódios recentes no México.
O USDA tem trabalhado em parceria com o Exército de Engenharia dos EUA e com a empresa Mortenson Construction para uma nova instalação de produção de moscas estéreis no Texas, prevista para fortalecer a vigilância e o controle.
Em março, foi anunciada a construção de uma nova unidade de produção para apoiar o combate à praga. As moscas estéreis não eclodem quando acasaladas com fêmeas selvagens, reduzindo a população de larvas ao longo do tempo.
A expectativa é de que o programa Swass, que utiliza moscas estéreis aliadas a atrativos e inseticidas, seja empregado para conter o avanço. O objetivo é evitar que o problema se estabeleça no território norte-americano.
Histórico de surtos aponta que, após ocorrências no México, houve casos isolados nos EUA na década de 2010 e, recentemente, no Maryland, em pessoas que viajaram para El Salvador. O caso no Texas é o mais recente no país.
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