- O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não disputará o governo de Minas, levando o PT a acelerar articulações para 2026.
- A Executiva Estadual aprovou, na quinta-feira 29, a abertura de debate interno para construir uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes.
- O PT-MG diz que a ausência de candidatura consolidada pode favorecer adversários e dificultar uma alternativa alinhada ao projeto de Lula em Minas.
- A resolução aponta que a disputa de 2026 deve enfrentar a polarização entre o campo democrático e popular, liderado por o presidente Lula, e forças bolsonaristas.
- Entre as prioridades eleitorais, o PT mantém a reeleição de Lula, a candidatura de Marília Campos ao Senado e o fortalecimento das bancadas federal e estadual.
A direção estadual do PT de Minas Gerais abriu, de forma oficial, um debate interno para definir uma candidatura própria ao governo do estado. A medida foi anunciada após a decisão do senador Rodrigo Pacheco, do PSB, de não concorrer ao Palácio Tiradentes. A divulgação ocorreu neste sábado, 30, com a resolução assinada na quinta-feira, 29.
A resolução foi produzida pela Executiva Estadual e aponta que a ausência de uma candidatura já consolidada pode favorecer adversários. O documento sugere que o PT avalie caminhos para manter o alinhamento com o projeto político defendido pelo presidente Lula, em meio a uma possível polarização com forças associadas ao bolsonarismo.
Segundo o texto, a eleição de 2026 deve se caracterizar pela polarização entre o campo democrático e popular, liderado por Lula, e o campo ligado ao bolsonarismo. A executiva sinaliza a necessidade de uma tática que fortaleça a atuação do governo no estado.
A decisão reforça prioridades eleitorais do PT-MG, entre elas a reeleição de Lula e a candidatura da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, ao Senado. Também é prevista a ampliação das bancadas federal e estadual do partido e de aliados.
Debate interno e próximos passos
O PT-MG afirma que o pleito mineiro será decisivo para o conjunto da chapa governista no país. O texto ressalta que a frente de atuação deverá considerar cenários locais, aliados estratégicos e a organização de uma base de apoio para 2026.
A direção estadual destaca que a discussão sobre candidatura competitiva ocorrerá de forma interna e estruturada. Não há confirmação de nomes nem data para definição, que deverá depender de interlocuções com federação e outras siglas.
Além da eventual candidatura ao governo, o PT-MG mantém o objetivo de ampliar a atuação legislativa. A prioridade é fortalecer a bancada, tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa, com foco em pautas do projeto nacional.
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