- Camilo Santana afirmou à CartaCapital que não há vice melhor para Lula que Geraldo Alckmin, mas defendeu que o PT busque o MDB para ampliar o arco de alianças.
- Ele elogiou Alckmin como ministro da Indústria e Comércio, dizendo que é uma pessoa extraordinária.
- A declaração ocorreu em Aracaju (SE), após uma ala do MDB entregar manifesto de neutralidade na eleição.
- O MDB, liderado pelo vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, reúne dirigentes de 16 estados e grupos ligados à Fundação Ulysses Guimarães.
- Petistas têm sinalizado a possibilidade de oferecer a vice-presidência a MDB, citando nomes como Renan Filho e Helder Barbalho; Camilo ressaltou que a decisão cabe ao MDB e que é preciso abrir espaço na chapa.
O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou à CartaCapital que não haveria vice melhor para Lula (PT) do que Geraldo Alckmin (PSB), mas defendeu que o PT busque o MDB para ampliar o arco de alianças na eleição de outubro. A declaração ocorreu durante agenda institucional em Aracaju (SE).
Camilo destacou que Alckmin tem feito um trabalho relevante como ministro do governo, mas enfatizou a necessidade de ampliar o conjunto de apoios já no primeiro turno, citando o MDB como o partido mais próximo dessa convergência. A fala ocorre em meio a movimentos internos no PT sobre a composição da chapa.
Na mesma semana, uma ala do MDB encaminhou à presidência do partido um manifesto que rejeita apoiar Lula e defende neutralidade na eleição. O texto é liderado pelo vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, e envolve dirigentes de 16 estados e integrantes da Fundação Ulysses Guimarães.
Nos últimos dias, integrantes do PT sinalizaram que poderiam oferecer a vice-presidência a emedebistas na chapa de reeleição. Entre possíveis nomes mencionados estão o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Pará, Helder Barbalho. Camilo Santana afirmou que a definição cabe ao MDB e que a ampliação da aliança envolve abrir espaço para outros partidos.
A proximidade entre PT, Alckmin e MDB é vista como estratégia para ampliar o espaço político em um cenário eleitoral competitivo. Não houve confirmação oficial sobre mudanças na chapa ou confirmação de apoio do MDB a Lula neste momento. O tema segue em tratativas entre as siglas.
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