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Temer não disputará a presidência e sugere que Lula também não

Temer afirma não disputar a presidência e diz que Lula deveria abrir mão da reeleição para renovar lideranças e reduzir a tensão institucional

Ex-presidente afirma que Lula deve abrir espaço para novas lideranças e quebrar a polarização do país.
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  • Temer, aos 85 anos, disse que não pretende disputar novamente a presidência e sugeriu que Lula também deveria abrir mão da reeleição para dar espaço a novas lideranças.
  • Em entrevista à Folha de S. Paulo, afirmou que, se tivesse dez anos a menos, aceitaria o desafio, mas hoje não pretende concorrer.
  • O ex-presidente criticou a atual disfunção institucional, atribuindo-a ao afastamento entre os Três Poderes e ao confronto permanente entre oposição e governo.
  • Sinalizou a necessidade de diálogo e de reunir forças divergentes em torno de um projeto comum, citando a Constituição como guia, especialmente o preâmbulo e o artigo primeiro, bem como o artigo trinta e sete.
  • Reafirmou que pacificação é objetivo, mas que a prática demonstra divisão; não apoia automaticamente adversários do governo e critica a postura confrontacional da oposição.

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou não pretende disputar novamente a presidência e sugeriu que Lula também deveria abrir mão da reeleição. Aos 85 anos, ele diz que o país precisa de uma nova geração na política para reduzir a tensão institucional. A declaração ocorreu após surgirem especulações sobre uma eventual candidatura.

Temer comentou ainda sobre a possibilidade de ser procurado por aliado para tentar convencer sua participação na eleição de outubro, em meio à polarização entre apoiadores de Lula e de Jair Bolsonaro. Ele fez a resposta pública em entrevista à Folha de S. Paulo no fim de semana.

Na entrevista, o ex-chefe do Executivo criticou a atual situação política, falando em disfunção institucional causada pelo afastamento entre os Três Poderes. Segundo ele, o ambiente é marcado por confrontos e pela dificuldade de diálogo entre as instituições.

Temer afirmou que o preâmbulo da Constituição, que prega a solução pacífica das controvérsias, não tem orientado a prática política hoje. Ele disse que a oposição é necessária, mas o ódio pessoal é nocivo para a construção de consensos.

Para o ex-presidente, o Brasil só poderá superar o impasse com alguém capaz de reunir forças divergentes em torno de um projeto comum. A crítica dele não representa apoio automático a adversários do governo, mantendo um recado de cautela.

Contexto institucional e propostas

Temer defendeu voltar a pautar a Constituição como referência para reorganizar o funcionamento dos Poderes. Em especial, citou o artigo 1º, sobre harmonia entre as esferas, e o artigo 37, com princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, transparência e eficiência.

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