- Faltando um mês para o recesso, o governo Lula foca three propostas estratégicas no Senado: fim da escala 6×1, criação da Política Nacional de Minerais Críticos e a PEC da Segurança Pública.
- A expectativa é aprovar essas pautas antes da pausa autorizando um saldo de agenda positiva no Congresso, mas o avanço depende de reaproximação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- O distanciamento entre governo e Senado se intensificou após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, o que fragilizou a articulação governista.
- Governistas atribuem a deterioração do diálogo à lentidão do andamento de projetos prioritários, enquanto propostas com impacto fiscal avançam no Senado, elevando preocupação econômica.
- Interlocutores de ambos os lados vêm buscando uma conversa direta entre Lula e Alcolumbre ainda antes do recesso para tentar destravar o ritmo de tramitação.
O governo Lula concentra seus esforços no Senado a um mês do recesso, marcado para 17 de julho. As prioridades são a PEC que encerra a escala 6×1, o projeto da Política Nacional de Minerais Críticos e a PEC da Segurança Pública. A ideia é encerrar o semestre com uma agenda positiva.
A articulação depende, porém, da reaproximação entre o Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A deterioração na relação tem retardado a definição de prazos, relatos e calendários para as propostas.
Integrantes do governo reconhecem que os três temas não avançarão sem um acordo com o comando da Casa. O ritmo de tramitação está sob influência de decisões tomadas por Alcolumbre, segundo relatos de aliado/entourage.
Principais pautas
A PEC do fim da escala 6×1 prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas sem perda salarial e ampliar dois dias de descanso. O tema é apresentado como uma bandeira social parlamentar e popular.
Paralelamente, o Planalto busca acelerar o texto sobre minerais críticos e terras raras, considerado estratégico para industrialização e soberania nacional, diante da disputa global por insumos estratégicos.
A terceira prioridade é a PEC da Segurança Pública, defendida para ampliar a cooperação entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado, com atenção ao cenário de debates mais duros sobre segurança pública e recentes tensões diplomáticas.
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