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Ministro admite erro do governo ao superestimar apoio político no Congresso

Ministro admite erro do governo ao superestimar apoio no Congresso e defende manter maioria simples com diálogo com parlamentares

Wellington Dias acredita que movimentação eleitoral pode ampliar base aliada no final do mandato. (Foto: Roberta Aline/MDS)
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  • O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, disse que o governo errou ao priorizar a ambição de ter dois terços de apoio no Senado e na Câmara, ao invés de manter a base aliada para obter, pelo menos, maioria simples.
  • Segundo ele, bastava cuidar dos parlamentares da base que já apoiavam o governo para garantir a maioria simples, que atende a cerca de 95% das matérias no Legislativo.
  • Em setembro de 2025, União Brasil e PP anunciaram saída da bancada governista, com 12 senadores e 101 deputados passando à oposição.
  • Soraya Thronicke (MS), conhecida do União Brasil, migrou para o PSB, posicionando-se de modo favorável ao governo.
  • Sergio Moro deixou o União Brasil e se filiou ao PL para disputar o governo do Paraná, citando divergências com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ministro Wellington Dias, da Desenvolvimento Social e Combate à Fome, avalia que o governo Lula errou ao priorizar a obtenção de uma maioria qualificada no Congresso. Segundo ele, cuidar melhor da base aliada poderia ter garantido ao menos a maioria simples.

De acordo com o ministro, o objetivo de chegar a dois terços na Câmara e no Senado era improvável, e o foco deveria ter sido manter o diálogo com parlamentares da base para assegurar a governabilidade necessária para a maioria das matérias.

Dias destaca que, ao final de 2022, o governo contava com 39 senadores e 242 deputados, números que poderiam ter rendido apoio suficiente para aprovar prioritariamente leis sem buscar o near two-thirds. O argumento é de que a parcela de apoio poderia ter se mantido estável com diálogo constante.

Em setembro de 2025, União Brasil e PP anunciaram saída da bancada governista, contribuindo para a formação da federação União Progressista. Isso mergulha o governo em um cenário de maior oposição formal no Congresso.

Mudanças no cenário parlamentar

A movimentação envolve o Senado e a Câmara, com impacto sobre alianças regionais. Soraya Thronicke, hoje no União Brasil, migrou para o PSB e passou a apoiar abertamente o governo em algumas pautas. Do lado oposicionista, Sergio Moro deixou o União Brasil para o PL, visando concorrer ao governo do Paraná.

Para Wellington, a estratégia de palanques regionais pode facilitar o diálogo com parlamentares e ampliar o apoio nas duas Casas. Ele aponta que ações anunciadas pelo governo em estados e municípios tendem a fortalecer a relação com parlamentares que lideram políticas locais.

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