- O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que seria mais conveniente para ele se Romeu Zema (Novo) não fosse candidato à Presidência.
- Simões disse que seria ideal que Zema fosse vice de Flávio Bolsonaro ou não concorresse, em conversa ao jornal O Tempo.
- Em março, Simões assumiu o governo de Minas após a renúncia de Zema; ele ficará no cargo até dezembro de 2026.
- Plantas políticas associadas sinalizam palanque conjunto entre PL e Republicanos; há possibilidade de indicação de vice se Cleitinho sair para o governo estadual.
- A assessoria da pré-campanha de Zema destacou a aliança com Simões, reiterando apoio mútuo e a intenção de Zema disputar a Presidência pelo Novo.
Mateus Simões, atual governador de Minas Gerais, disse a O Tempo que seria mais conveniente para ele se Romeu Zema não fosse candidato à Presidência, ou que assumisse como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A declaração ocorre em meio a pesquisas que colocam Simões atrás de Cleitinho e Kalil no governo estadual.
Em março, Simões assumiu o governo de MG após a renúncia de Zema. Ele deve comandar o estado até dezembro de 2026, em meio a um cenário de coalizões que impactam o eventual palanque mineiro para a eleição. A fala de Simões reforça tensões internas entre apoiadores de Zema e aliados de Flávio Bolsonaro.
Aliança, palanque e cenários para 2026
O PL e o Republicanos formaram uma aliança para abrir palanque a Flávio Bolsonaro. Caso Cleitinho decida enfrentar o governo estadual, o PL indicaria o vice na chapa, conforme relatos de Letícia Casado. A relação entre as legendas influencia o equilíbrio político em Minas.
Simões afirmou que não poderia pedir para Zema não se candidatar por lealdade ao ex-governador. Segundo ele, isso importaria subverter quem o convidou para o governo e o tornou seu sucessor. Mesmo assim, o governador reconhece que uma chapa com Zema e Flávio beneficiaria Minas.
Panorama da pré-candidatura de Zema
Zema tem sido cogitado como possível vice de Flávio e também tem criticado áudios envolvendo doações para financiar um filme sobre Bolsonaro. Em resposta, Flávio Bolsonaro disse que a aliança com Zema ficou inviável para uma chapa presidencial fixa.
O ex-governador também avaliou uma eventual aliança com Ronaldo Caiado, de Goiás. A ideia de compor com Caiado é vista como forma de viabilizar outra opção de centro-direita, caso a relação com Flávio se mantenha distante. Caiado, por sua vez, negou qualquer acordo com Zema.
Questionada pelo UOL, a assessoria de Zema reiterou a aliança existente com Simões e confirmou que Zema seguirá como pré-candidato pelo Novo. A nota ressaltou o apoio mútuo entre ambos e a disposição de manter a chapa sob o arco do partido.
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