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CCJ adia votação de PEC da redução da maioridade penal após vista coletiva

CCJ adia votação da PEC que reduz a maioridade penal após pedido de vista coletiva; análise fica para a próxima semana

Relator da PEC que reduz maioridade penal lendo relatório na CCJ da Câmara — Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
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  • A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara adiou a votação da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, após pedido de vista coletiva, com retorno previsto para a próxima semana.
  • A proposta, apresentada em 2015 pelo ex-deputado Gonzaga Patriota, altera a Constituição para estabelecer a imputação penal a partir dos 16 anos.
  • Parlamentares da esquerda criticaram a medida, argumentando que reduzir a maioridade pode aumentar o encarceramento sem melhorar a segurança pública.
  • Já os defensores do texto afirmaram que jovens de 16 anos possuem consciência de seus atos e destacaram apoio da população à redução.
  • Caso avance, a PEC precisa passar por comissão especial, seguir para o plenário da Câmara (com ao menos 308 votos em dois turnos) e, depois, pelo Senado, além de prever mudanças eleitorais no próprio texto.

A CCJ da Câmara adiou nesta quarta-feira (27) a votação da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O adiamento ocorreu após um pedido de vista coletiva, e a análise fica para a próxima semana.

A proposta, de 2015, é de autoria do ex-deputado Gonzaga Patriota. Ela altera a Constituição para estabelecer imputação penal aos 16 anos. O tema divide o plenário entre posicionamentos contrários e favoráveis.

Parlamentares de esquerda criticaram a mudança, afirmando que reduzir a maioridade penal aumenta o encarceramento sem melhorar a segurança pública. Não houve evidência de melhoria associada à medida.

Parlamentares favoráveis sustentaram que jovens de 16 anos têm consciência de seus atos e citam apoio popular à redução. A defesa argumenta que o problema não se resolve apenas com a idade de imputação.

Votação, andamento e impactos

O texto também prevê mudanças nas regras eleitorais, tornando obrigatório o voto aos 16 anos e ajustando idades mínimas para candidaturas. Presidente da República: 30 anos; governador: 25; deputados: 18.

Caso a CCJ aprove, a PEC terá de passar por comissão especial e seguir para o plenário da Câmara, onde precisará de ao menos 308 votos em dois turnos. Depois, o texto volta ao Senado para decidir.

A discussão já esteve ligada à tramitação da PEC da Segurança Pública, mas permaneceu separada para facilitar o debate no Senado. A análise na CCJ deverá retornar na próxima semana.

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